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Empresário contesta laudo que interditou Ponta Negra

Construtora Mosaico que realizou a obra na praia perene diz que o laudo do CPRM tem equívoco e que depressões são do leito do rio 27/11/2012 às 07:39
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Jorge Sotto Mayor disse que trabalho do CPRM analisou uma área maior do que a de responsabilidade de construtora e, portanto, era natural encontrar abismos
Nelson Brilhante ---

“Os dados do laudo são sólidos, só a conclusão é que tem um certo equívoco, um certo exagero. A questão é que os grandes desnivelamentos do solo submerso, detectados por eles, estão além da área trabalhada pela nossa empresa”. Com essa declaração, o presidente da construtora Mosaico, Jorge Sotto Mayor Filho, contestou parte do laudo técnico elaborado pelo  Serviço Geológico do Brasil (CPRM) a respeito do desnível da praia artificial da Ponta Negra, que teria motivado a morte de 13 pessoas este ano.

Segundo ele, a extensão analisada pela CPRM mede 130 metros rio afora, sendo que desse total apenas um terço é de responsabilidade da construtora. “Não é correto condenar o trabalho da Mosaico, citando desníveis abruptos que ficam além do limite de aterro feito por nós. Não estamos negando que haja desnível dentro do espaço aterrado, porque isso existe em toda praia do mundo quando o rio está baixo. Ninguém percebe porque é na faixa de lama. E tem mais, quanto mais próximo do canal, mais irregular fica o relevo submerso”, justifica Sotto Mayor.

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