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Empresários defendem rodovias BR-319 e 230

Fieam e Fecomércio afirmam que desobstrução de rodovias do Amazonas reduziriam transporte de cargas e custo de vida 07/06/2012 às 14:51
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Reforma total da 319 foi anunciada em 2007, mas foi embargada pelo Ibama
Cinthia Guimarães Manaus

Com 1,5 milhão de quilômetros quadrados de extensão territorial, o Amazonas vive o grande entrave logístico por falta acesso rodoviário e ferroviário com o mercado produtor e consumidor brasileiro.

Interloculores da indústria e comércio defendem a reforma da BR-319 e da BR-230, abertas há mais de 40 anos, uma vez que o acesso rodoviário permitiria uma economia de quatro a sete dias de tempo de chegada das importações e exportações ao Estado e um barateamento em torno de 30% do frete pago hoje pelos empresários.

Mais ainda: o preço final para o consumidor amazonense, tanto de produtos manufaturados como de insumos alimentícios chegaria mais em conta.

Hoje, comércio e indústria recorrem ao frete rodofluvial. Toda carga vem dos Estados produtores até Belém, seguindo a Manaus por balsa, o que demora em torno de 20 dias até liberação aduaneira.

“O frete corresponde a 50% valor da mercadoria. Pagamos caro por sermos amazonense”, enfatizou o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva.

A BR-319 liga o Amazonas ao Estado Rondônia, por sua vez à malha rodoviária do Centro-Oeste e Sudeste do País. Já a Transamazônica (BR-230) cruza que intercepta as cidades de Lábrea, Humaitá e Apuí cruza o Pará, interligando o Norte ao Nordeste.

“Essas estradas já tinham sido traçadas no passado, no governo militar. O plano ambiental tinha que ser feito antes de abrirem a estrada. É capricho ambientalista que não vive na Amazônia e não sofre o que nós sofremos. Não vem pra cá e não sente o que nós sentimos”, pontuou Silva.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), José Roberto Tadros, diz que o frete rodoviário é 30% mais barato que o aéreo. “Com as estradas teríamos alimentos em quatro dias com caminhões frigorificados. O Estado de Rondônia é uma fronteira agrícola com o Mato Grosso. No Amazonas, a produção industrial da Zona Franca e o Brasil só se beneficiariam”, defendeu.