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Cotidiano
AGRONEGÓCIO

Empresários querem investir no cultivo de dendê para produção de plástico filme no AM

O dendê é a matéria-prima do plástico filme, película fina, resistente e biodegradável feita à base de substâncias naturais 15/11/2017 às 21:00 - Atualizado em 15/11/2017 às 21:00
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Foto: Divulgação/Sepror
acritica.com* Manaus (AM)

Investir no agronegócio do Amazonas, principalmente no cultivo do dendê para a produção de plástico biodegradável, no setor granjeiro, na pesquisa para o desenvolvimento do açaí híbrido e na indústria de essências naturais, extraídas das plantas nativas da região Amazônica. Esse é o desejo de um grupo de empresários do Sul e Sudeste do país, com experiência no ramo, que se reuniu com o governador Amazonino Mendes e o secretário de Estado da Produção Rural, José Aparecido dos Santos, nesta terça-feira (14), na sede do Governo do Amazonas, no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus.

Para o secretário, a reunião foi 100% satisfatória. “São acordos muito importantes para os negócios do Estado. Agora é o momento de dar um novo impulso, com uma clara vantagem competitiva e um time empreendedor de alto nível que buscamos. Por isso, temos todo o potencial para decolarmos com o agronegócio no Amazonas.”

Primeiro abatedouro-frigorífico

Com foco no setor granjeiro, os empresários paranaenses manifestaram interesse em instalar o primeiro abatedouro e frigorífico de aves no Estado. A possibilidade de investimentos chega à casa de R$ 20 milhões e uma equipe de técnicos do Sistema Sepror já está em busca do terreno na região Metropolitana de Manaus para o início da construção.

O dendê na produção de plástico filme

Com recursos próprios, a empresa Valfilm vai investir em torno de R$ 25 milhões no plantio de dendê no Amazonas. O fruto é a matéria-prima do plástico filme, película fina, resistente e biodegradável feita à base de substâncias naturais provenientes do fruto do dendezeiro. A técnica já é utilizada pela indústria brasileira, porém, no Amazonas, o insumo explorado não é suficiente para atender a demanda.

Durante a reunião, os diretores da Valfilm revelaram ao governador Amazonino Mendes que o projeto pra cultivo de 500 hectares de dendê numa área no quilômetro 78, da BR 174 (rodovia que liga Manaus a Boa Vista) está todo regular, faltando apenas a liberação do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). “O governador determinou que a situação fosse resolvida em no máximo dois dias.”,  afirma José Aparecido

Indústria de essências em Novo Airão

Ainda durante o encontro com os executivos, o governador Amazonino Mendes deu aval na liberação do empréstimo de R$ 1 milhão que será investido nas atividades da indústria de essências vegetais, extraídas de plantas nativas da região Amazônica, como a copaíba, andiroba, buriti, murumuru, o pau rosa (principal ingrediente do famoso perfume francês, Chanel nº 5 lançado pela empresa Coco Chanel em 1921), entre outros.

Instalado em Novo Airão (distante 180 quilômetros de Manaus), o empreendimento está inativo há pelos menos cinco anos devido a falta de recursos, mas, após a determinação do governador Amazonino, a expectativa da Sepror é que até o fim do mês de dezembro deste ano, entre em funcionamento.

Multinacionais de olho na produção de óleos

Segundo o assessor técnico da Sepror, Robson Almeida, duas empresas dos setores agrícola e químico, a Monsanto, dos Estados Unidos da América (EUA), e a Bayer, da Alemanha, já demonstraram interesse na compra de toda a produção de essências da empresa amazonense.

“Hoje 90% do óleo que é usado na produção industrial de biocosméticos é químico e o nosso aqui vai ser todo natural. Essas empresas querem comprar a produção inteira e isso é um grande avanço para o nosso Estado.”, afirma.

Açaí em pó para exportação

Investimentos para a pesquisa científica do açaí nativo e na espécie híbrida (fusão do fruto natural com o desenvolvido em laboratório) e o processo de industrialização do fruto para exportação também foi tema debatido na reunião. Em sua forma in natura, o açaí tem até 90% de água, enquanto que a versão industrial, apenas 35%. O volume é quatro vezes menor, o que facilita e barateia o transporte e a armazenagem. Além disso, não precisa ser mantido em câmaras frigorificadas, podendo durar até um ano, em condições ambientes.

*Com informações da Assessoria

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