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Empresas têm até março para se adequarem às normas de segurança do trabalho em altura

Além das Normas Regulamentadoras (NRs) que já existiam (6,7,9 e 18), o Ministério do Trabalho e Emprego decidiu criar, no ano passado, a Norma Regulamentadora nº 35, Lei específica para normatizar o trabalho em altura. 24/01/2013 às 00:14
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O prazo para adequação das empresas a essas normas já é em março deste ano.
acritica.com Manaus (AM)

Os acidentes de trabalho custam ao Brasil, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), um valor aproximado de R$ 71 bilhões por ano, o que representa cerca de 9% da folha salarial anual dos trabalhadores do setor formal no país, que é de R$ 800 bilhões. O setor de construção civil é o recordista no número de mortes por acidentes de trabalho e, muitas delas, num tipo de atividade onde qualquer falha nas normas de segurança é fatal, o trabalho em altura.

No sentido de mudar esse quadro, o Ministério do Trabalho e Emprego fechou mais ainda o cerco às empresas que não cumprem as normas de segurança. Além das Normas Regulamentadoras (NRs) que já existiam (6,7,9 e 18), decidiu criar, no ano passado, a Norma Regulamentadora nº 35, Lei específica para normatizar o trabalho em altura. O prazo para adequação das empresas a essas normas já é em março deste ano. O não cumprimento das regras vai impor aos empresários a paralisação dos serviços e multas que podem atingir valores de até R$ 100 mil.   

No sentido de levar aos empresários de Manaus o conteúdo da recém criada Norma Regulamentadora 35 e como se adequarem às normas de segurança do trabalho em altura, está sendo realizado, nesta quinta-feira (24), no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), o 1º Workshop de Segurança em Altura, realizado por empresas do setor, como Altiseg Segurança em Altura, FM Alpinismo Industrial, com apoio do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon/AM) e da Fieam. Faz parte da programação, palestrante da Superintendência Regional do Trabalho: “Norma Regulamentadora 35”, palestrante da FM Alpinismo Industrial: “Trabalho em Altura e Capacitação de Profissionais”, e palestrante da Altiseg Segurança em Altura: “Equipamentos para Trabalhos em Altura-Qualidade, Certificações e Manutenção”.

As empresas vão distribuir material informativo sobre segurança no trabalho em alturas, inclusive uma cartilha ilustrada com o teor da NR 35. A participação no workshop é gratuita. Maiores informações pelos telefones: 3664-2999 e 3664-3258.

Resgate aéreo

E para quem acha que é algo simples, mero cumprimento de regras, para garantir a segurança nas alturas, o nível de formação dos profissionais dessa área, que estarão no Workshop, já mostra a complexidade do assunto. Edvaldo Oscar Batista Salomão trabalhou, durante 30 anos, na Força Aérea Brasileira, atividade de salvamento e resgate, e traz em seu currículo 20 missões de resgate em acidentes com aviões e helicópteros e missões de resgate em enchentes ocorridas em outros Estados, e até outros países. Já Arthur Jorge da Silva Freitas é turismólogo e alpinista há 20 anos, tendo participado, inclusive, de projetos federais.

“Um simples erro na amarração em um ponto de ancoragem (ponto de amarração do cabo de segurança onde o trabalhador irá descer) pode significar a perda de uma vida”, explica Arthur, tentando mostrar como é importante não só a teoria, mas a prática do alpinismo industrial. “Para trabalho em altura, os trabalhadores têm que ter um mínimo de conhecimento em resgate em altura e primeiros socorros para poder socorrer um companheiro e até mesmo se salvar”, diz Salomão. Eles lembram ainda o quanto é amplo, atualmente, este setor de trabalho em altura, já que além da construção civil, há ainda os serviços em torres de prospecção da Petrobrás, torres de empresas de telecomunicações e muitos outros.