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Entenda a ‘língua’ do MMA

CRAQUE preparou um pequeno dicionário para descomplicar a vida de quem não é um “especialista” de MMA, traduzindo cada termo 13/01/2012 às 09:27
Show 1
Frank Mir encaixa chave de joelho perfeita e leva o adversário a nocaute.
Adan Garantizado Manaus

Programas de televisão, sites e jornais esportivos foram “invadidos” por lutadores, ring girls e especialistas em MMA nesta semana. “Culpa” da edição de número 142 do UFC, que acontece neste sábado (14), na Arena da Barra, Rio de Janeiro.

Mas as noticias do Ultimate Fighting Championship são carregadas de termos “estranhos” ao público leigo no esporte. Pensando nesta parte da torcida brasileira e até mesmo em quem ficou curioso com a gigantesca repercussão do evento e pretende assistir as lutas no sábado, o CRAQUE preparou um pequeno dicionário para descomplicar a vida de quem não é um “especialista” de MMA, traduzindo cada termo. 

Entre palavras estrangeiras e nomes de golpes, algumas nomenclaturas curiosas se destacam.  “Espalhar o frango”, por exemplo, é uma gíria utilizada quando o lutador toma as costas do adversário, deixando-o com a barriga no chão. E se você ouvir o narrador dizendo amanhã que o lutador está aplicando uma “baiana”, não fique procurando por aquelas senhoras vestidas de branco e com a saia rodada no octógono (o ringue onde é realizada a batalha). O golpe, que é também conhecido como double Leg ocorre quando o atleta agarra as duas pernas de seu oponente e o derruba.

E as ring girls Arianny Celeste e Chandella Powell (garotas que desfilam com as placas sinalizando o número do round) não são as únicas americanas a pisar no octógono. Uma das variações da “chave de braço” (golpe em onde o atleta imobiliza um dos braços do adversário e faz pressão sobre o cotovelo na direção contrária ao movimento natural dele. Uma chave de braço bem aplicada pode quebrar os ossos do membro, como ocorreu com o brasileiro Rodrigo Minotauro, no UFC 140, em dezembro de 2011.

O “clinch” é outro termo comum no MMA. A palavra descreve a posição de luta em pé. A expressão “Ground and Pound”deve aparecer nas transmissões amanhã assim que um lutador derrubar e começar a socar o adversário. Já o “Knockdown” acontece quando o oponente acerta um golpe e faz o adversário ir ao chão, mas não o leva a nocaute. Já a “raspagem” é o nome dado quando um lutador sai de baixo, no chão e passa pra cima. Na dúvida, guarde o CRAQUE ao lado da tlevisão.

MMA TRADUZIDO

Bater:
Sinal de desistência. Quando um atleta é imobilizado e desiste, normalmente dá três toques no chão ou no corpo do adversário, com a mão ou o pé. Fim da luta.

Cartel/Card:
Currículo de lutas do atleta.

Cutman:
 Especialista responsável por tratar os ferimentos de um atleta durante os intervalos.

Trocação:
Troca de golpes entre os lutadores quando estão em pé.

 Finalizar:
 É quando um atleta imobiliza o adversário, fazendo com que desista.

 Single-leg:
 Derrubar o adversário agarrando uma de suas pernas.

Double-leg:
 Derrubar o adversário agarrando suas duas pernas.

Leg-lock:
 Chave de joelho.

 Grappler:
 Lutador que vai muito bem em luta no chão.

 Knockdown:
 Derrubar o adversário com um golpe, quase nocauteando.

 Raspagem:
 Inverter a posição com a luta no chão, saindo de baixo e passando a lutar por cima do adversário.


Ironia para os brasileiros
Adversário do amazonense José Aldo na luta principal do UFC, o americano Chad Mendes disse que não vai se importar com as vaias dos brasileiros amanhã. “Eu sei que vou ganhar algumas vaias, pois aqui é o quintal de Aldo e ele é o campeão. Mas não ligo, eu não falo português, não entendo o que dizem. Vou estar na minha ‘bolha’ e apenas lutar”, disse o norte-americano, invicto em sua carreira no MMA. Pela primeira vez ele tem a chance de lutar o UFC.

Apesar de não entender, Mendes sofreu com a torcida pela primeira vez no treino aberto, com os primeiros gritos de “uh, vai morrer”, que tanto foram ouvidos em agosto, nas lutas de Maurício Shogun, Rodrigo Minotauro e Anderson Silva.

Anthony Johnson, o outro norte-americano que está entre as estrelas da noitada, encarando Vitor Belfort, também falou bem do Rio antes de ir para o octógono. “Adoro este pais, só tenho de agradecer. Quanto à luta, vou fazer o que faço. Estou faminto pela vitória”, afirmou.