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Entidade dos trabalhadores da construção civil acusa empresas terceirizadas de irregularidades

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Civil, Cícero Custódio, disse que a ideia é dar ainda alguns dias para que as empresas melhorem suas relações com os trabalhadores 07/11/2012 às 09:45
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Custódio, do Sintracomec, disposto a instigar colegas a cruzarem os braços
acrítica ---

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Civil (Sintracomec), Cícero Custódio, disse, nesta terça-feira (06), que a partir da próxima segunda-feira, mais de 8 mil trabalhadores desse setor poderão cruzar os braços em protestos por mais segurança no trabalho e o cumprimento dos direitos trabalhistas.

Custódio disse que a ideia é dar ainda alguns dias - até sexta-feira - para que as empresas melhorem suas relações com os trabalhadores, mas se isso não vier a ocorrer, o Sintracomec visitará canteiros de obras pedindo que trabalhadores cruzem os braços.

Nesta terça-feira, ele se reuniu  com a direção do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon), e ficou acertado que as empresas irregulares terão 72 horas para se adequarem, “senão vamos paralisar todos os canteiros de obras da cidade na segunda-feira”, ameaçou Custódio.

O presidente do Sinduscon, Eduardo Lopes, disse que já se reuniu com o Ministério do Trabalho para discutir questões relativos ao setor da construção civil. “Queremos que as empresas terceirizadas estejam no mesmo patamar das associadas ao Sinduscon. Vamos dar apoio ao Sintracomec nesse movimento”, prometeu.

Custódio disse que as principais irregularidades sofridas pelos operários são: falta de carteira assinada, má alimentação e não recolhimento do INSS.