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Escolas atingidas pela enchente no Amazonas precisarão compensar o tempo perdido

Ao todo, 24 escolas de um universo de aproximadamente 300 unidades do interior tiveram que suspender as aulas devido a cheia dos rios 04/08/2012 às 10:27
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Em Anamã, um dos municípios mais atingidos pela cheia deste ano, as aulas ficaram suspensas por 40 dias. Alunos voltaram as atividades nesta semana
Florêncio Mesquita Manaus

O calendário escolar de pelo menos três escolas do interior do Amazonas deve ser estendido até o início de fevereiro de 2013 por conta da enchente deste ano. Ao todo, 24 escolas de um universo de aproximadamente 300 unidades do interior tiveram que suspender as aulas devido ao fenômeno. A maioria foi atingida pelas águas, mas algumas tiveram o ensino interrompido para servir de abrigo para as famílias dos próprios alunos cujas casas foram cobertas por água.     

A enchente prejudicou aproximadamente 50 mil alunos, sendo 24 mil de escolas físicas com três turnos e outros 26 mil do Centro de Mídias que fazem o  ensino a distância.   

As escolas mais atingidas são de Boca do Acre (a 1.028 quilômetro de Manaus), que foi o primeiro município do Estado a sofrer com a enchente. Todas as dez escolas do município ficaram submersas de fevereiro a abril, porém, as aulas já foram normalizadas.  Outras escolas que ficaram com o ensino paralisado durante aproximadamente 40 dias e que também voltaram à normalidade são do Município de Anamã (a 165 quilômetros). 

Escolas localizadas nos Municípios de Codajás, Careiro Castanho, Iranduba e Anori ainda estão com as aulas suspensas, mas com  previsão de retorno para o próximo dia 15.

LDB
Segundo o diretor do Departamento de Políticas Educacionais da Secretaria do Estado de Educação do Amazonas, Edson Melo, o calendário especial é necessário para que os alunos cumpram o mínimo de 200 dias letivos previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB). Melo  explicou que o calendário escolar oficial é único para toda a rede de ensino e termina no dia 13 de dezembro. No entanto, como a alteração no calendário ocorreu por conta de um fenômeno natural algumas escolas devem seguir até janeiro e outras até o inicio de fevereiro, informou.

O dirigente da Seduc ressaltou ainda que algumas escolas ficaram paradas entre 30 e 40 dias. Todas já passaram ou receberão obras emergenciais por conta do impacto da enchente na estrutura física delas.

 A maioria das escolas teve danos nas instalações  elétricas, redes hidráulica, pisos e paredes. De acordo com o diretor da Seduc, a partir do momento em que a água baixar, a Secretaria começa os reparos que duram em média 15 dias.

Objetivo é recuperar dias perdidos
De acordo com o diretor do Departamento de Políticas Educacionais da Secretaria do Estado de Educação do Amazonas (Seduc), Edson Melo, as medidas emergenciais vão recuperar os dias perdidos e evitar maiores prejuízos, além do prolongamento do calendário escolar. Ele também diz que os trabalhos puderam ser feitos sem licitação porque a lei permite isso nos  municípios que decretaram situação de emergência ou calamidade.

Aproximadamente cinco escolas, cujas aulas foram paralisadas, mas que não foram atingidas pela enchente, voltaram a normalidade sem precisar de reforma. Conforme Melo, os prédios serviram de abrigo para as famílias prejudicadas pela cheia até que pudessem voltar para casa.

Memória
A enchente em Manaus  atingiu o nível máximo no dia 29 de maio deste ano quando o rio Negro atingiu a cota de 29,97 metros. Esse nível  superou em 20 centímetros o recorde anterior registrado em 2009 com (29,77 metros). A cheia de 2009 foi superada no dia 16 de maio deste ano com 29,78 metros. O período da vazante só começou no dia 2 de junho. Em Manaus, os maiores problemas foram registrados no Centro histórico.