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Escolas estaduais em reservas ambientais atendem a mais de 500 estudantes

Para garantir o pleno desenvolvimento das escolas, o Governo do Estado firmou parceria com a Fundação Amazonas Sustentável e com empresas multinacionais, do Polo Industrial de Manaus, que financiam e viabilizam projetos 25/09/2012 às 18:16
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Escolas estaduais em reservas ambientais
acritica.com Manaus (AM)

Firmando parceria com empresas multinacionais e com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), tem implantado escolas públicas estaduais em várias Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no Amazonas. Nesta semana, estudantes e professores das seis escolas já implantadas estão participando, em Manaus, de um intercâmbio cujo objetivo é a troca de saberes com foco na área de educação ambiental.

Atendendo a mais de 500 estudantes, com a oferta de ensino fundamental do 6º ao 9º ano e ensino médio na modalidade de ‘Educação de Jovens e Adultos’, as seis escolas estão instaladas na reserva do Mamirauá, na região do Rio Negro, na comunidade do Juma em Novo Aripuanã, na comunidade Uatumã em Itapiranga e na comunidade Maria Paula no município de Novo Aripuanã.


Adaptando-se à realidade cultural das pessoas atendidas, grande parte das escolas possui uma sistemática de atendimento diferente da convencional. Contando com alojamentos, elas oferecem o ensino por meio de módulos e os alunos e professores residem nas próprias escolas em períodos que chegam a 15 dias.

Outra estratégia diferenciada, dada a dificuldade em remanejar professores para as referidas localidades, é o oferecimento pela Seduc de aulas transmitidas ao vivo e geradas de Manaus, via satélite, a partir do Centro de Mídias de Educação.

“Com esse sistema, superamos o obstáculo da distância e desenvolvemos um projeto pedagógico de grande qualidade, onde os alunos têm a possibilidade de interagir com os professores que ficam nos estúdios em Manaus e ainda podem dirimir suas dúvidas com professores generalistas que lhes dão suporte para o aprendizado *in loco*.”, frisou Marinete Castro, gerente de projetos da Seduc.


Intercâmbio em Manaus


Nesta semana, no período que se estende dos dias 22 a 27 de setembro, um grupo de 30 alunos das seis escolas está em Manaus participando do primeiro intercâmbio do projeto. Acompanhados por seus professores os jovens estão conhecendo diversas instituições e trabalhando em uma ação de pesquisa cujo foco é a sustentabilidade.

Com 15 anos e estudando há três na escola estadual Yamamay, instalada na comunidade Uatumã, em Itapiranga, Jonas Miranda Leite, participa do intercâmbio. Para ele, a escola Yamamay está transformando a vida de muitos que vivem na comunidade de Uataumã.

“Antes eu precisava me deslocar todos os dias para a sede do município para estudar e como os recursos são limitados, isso poderia me fazer abandonar o ensino. Inaugurada em nossa própria comunidade, a escola está nos ajudando muito, tanto por reduzir as distâncias que existiam quanto por aplicar cursos que podem gerar renda, como os de mecânica, culinária e na área de apicultura”, disse o jovem.

Atuando como professora na escola estadual Samsung (região do Rio Negro), Lene Souza mencionou que as escolas instaladas nas reservas ambientais exercem um grande papel social.

“Tanto pela formação oferecida quanto pelo resgate da auto-estima de muitas pessoas que por conta das dificuldades poderiam abandonar os estudos. A educação está trazendo novas perspectivas às comunidades atendidas”, apontou a professora, acrescentando que outro ponto positivo é a integração entre culturas, uma vez que a escola atende inclusive, comunidades indígenas.