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Cotidiano
Recursos humanos

Especialistas dão dicas para encarar a demissão com um próximo passo na carreira

De acordo com a professora do curso de recursos humanos e administração da Faculdade Estácio do Amazonas, Wanessa Magalhães, a demissão precisa ser planejada com antecedência 07/05/2016 às 19:07 - Atualizado em 08/05/2016 às 12:18
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A dica é encarar a demissão como um despertar para mudança de postura. (Shutterstock)
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Demitir um funcionário não é uma tarefa fácil para o empregador, no entanto, a prática tem se tornado cada vez mais recorrente num período de crise e corte de gastos. Por conta disso, especialistas ouvidos pela reportagem forneceram algumas dicas essenciais para que o momento não se transforme em uma situação traumática para ambos os lados.

De acordo com a professora do curso de recursos humanos e administração da Faculdade Estácio do Amazonas, Wanessa Magalhães, a demissão precisa ser planejada com antecedência. A preocupação com o anúncio, o momento, o responsável, o nível de detalhamento da conversa, a possível reação do colaborador e o que acontecerá depois do comunicado são aspectos mínimos constantes no planejamento. “A recomendação inicial é jamais deixar que a informação de desligamento vaze para nenhuma instância além daquela diretamente envolvida. Não há nada mais desrespeitoso do que o funcionário saber por boatos sobre seu desligamento futuro”, disse.

Por outro lado, a também especialista em recursos humanos, Elaine Jinkings, especifica o “cuidado” como uma boa estratégia a fim de evitar possíveis traumas ao funcionário. 

“É bom nunca desligar a pessoa no dia do seu aniversário ou próximo das festas de fim de ano. Esses fatos tornam-se um trauma. É interessante realizar a entrevista de desligamento logo na parte da manhã e ter o cuidado de fornecer o retorno para caso. Ter uma pessoa para informar os próximos passos como dia de assinar a rescisão, direitos, também é importante nesse momento”.

Transição

A demissão é, em geral, uma transição não esperada na carreira e, como todo imprevisto, causa um ciclo de reações para qualquer empregado, seja ela de choque ou de transição e confusão. Nesse momento, as especialistas Elaine Jinkings e Wanessa Magalhães afirmam que a saída é se capacitar para outras organizações construindo um novo projeto.  

“A recomendação é assimilar a demissão como um despertar para mudança de postura. Ao invés de culpar a empresa, é momento de se tornar um colaborador ainda mais desejável para outros locais. A empresa pode tirar o emprego de alguém, mas não a carreira. É opção do indivíduo alavancar sua carreira ou travá-la”, afirmou Wanessa Magalhães.

“Manter o foco e saber aonde estão as possíveis novas oportunidades, é essencial para que a depressão não se instale. Leitura atualizada dos temas de sua formação ou especialização, enquanto não se recoloca, é um dever de casa”, recomendou Elaine Jinkings.

O desemprego atingiu 10,9% dos brasileiros no primeiro trimestre deste ano, 1,9% superior ao resultado dos três últimos meses de 2015, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).