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Espuma de origem desconhecida preocupa moradores do Tarumã

Para a aposentada Rosilda Alves Siqueira, 80, a mancha de espuma que apareceu é consequência da poluição dos dias secos 01/09/2012 às 09:30
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Fato será analisado pelo Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa)
Náferson Cruz ---

Uma mancha de espuma branca foi  vista por moradores do Tarumã na cachoeira do igarapé do Tarumã-Açu, localizada no bairro que leva o mesmo nome, na Zona Oeste. O fato ocorrido iniciou na manhã de quarta-feira (29), e gerou preocupação na população residente na região.

Muitos deles, que usufruem das águas do igarapé para tomar banho e para afazeres domésticos, preferiram não arriscar sobre o que teria ocasionado a espuma. “Nunca vi isso por aqui, parece espuma de sabão, mas acho que deve ser algum tipo de dejeto químico que está causando este efeito”, comentou o motorista Romualdo Andrade, 29. A doméstica Susana Cavalcante, 34, que mora nas proximidades do igarapé, disse que já aconteceu de aparecer algumas manchas de espuma no local, mas apenas quando o rio está cheio, por conta da força da queda d’água, diferente, do que está ocorrendo agora.

Para a aposentada Rosilda Alves Siqueira, 80, a mancha de espuma que apareceu é consequência da poluição dos dias secos. Segundo a moradora, todos os anos, nesta mesma época, as espumas aparecem. “Já estou acostumada com isso, quando o rio começa a encher as espumas aparecem. Quando o vento está forte, as espumas sobem. Isso fica assim por uns 20 dias e depois desaparece”, disse Rosilda Siqueira que mora no local há 30 anos.

CPRM

Do ponto de vista do superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), regional Manaus, Marcos Aurélio Oliveira, a formação de espumas dessa magnitude não é normal e, geralmente são formadas pela quantidade em excesso de detergente na água. “Se fosse num   período em que o rio estivesse bem raso, diria que era por falta de oxigênio na água, o que poderia gerar excesso de bactérias, ocasionando a formação de espumas, mas nem toda vez acontece isso”, pontuou o superintendente do CPRM.

As imagens com a macha de espuma foram encaminhadas ao Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), que informou que vai analisar as causas desse fenômeno.

Segundo o pesquisador Sérgio Bringel, do Inpa, que já retratou essa situação em palestras, na bacia do Tarumã, principalmente nos igarapés da Bolívia e do Passarinho, já houve mudança da composição da água e formação de espuma de origem química.