Publicidade
Cotidiano
Notícias

Estudante agredido em lanchonete de Manaus se sente ameaçado

Rafael Auler, que foi agredido na madrugada de sábado, relata como ocorreu a agressão e o que atitudes legais tomará nos próximos dias 17/01/2012 às 10:07
Show 1
Camisa de Rafael ficou coberta de sangue
Acritica.com Manaus

“Estamos nos sentido ameaçados, eu e a minha namorada ainda estamos chocados com a situação. Soubemos que não é a primeira vez que ele faz esse tipo de coisa. Vamos ter que procurar a Justiça”, relata o estudante de Direito Rafael Raposo Auler, vítima de agressão na madrugada do último sábado (14), quando comprava sanduíche em uma rede de lanchonete da cidade. Rafael e a sua namorada, Mayra Magalhães, foram agredidos fisicamente, após um acidente de carro.

Rafael conta que havia saído para lanchar com a namorada por volta das 2h de sábado. Quando aguardava o pedido, dentro do drive-thru da lanchonete, teve o carro batido por um empresário que dirigia o veículo de atrás. “Minha namorada dirigia quando percebemos que alguém havia encostado na traseira do meu veículo. Mayra desceu do carro para avaliar o que tinha acontecido e começou a ser paquerada pelo motorista do outro veículo”, relata Rafael.

Segundo ele, o condutor do outro veículo era o empresário Luiz Roberto Caldeira Júnior, que no momento dirigia uma BMW sem placas. “Quando desci do carro e percebi que ele estava visivelmente alterado chamei Mayra para entrar e irmos embora. Ele começou a xingar minha namorada. Pedi que ela voltasse ao carro, quando recebi um soco na nuca e cai no chão”, conta.

A vítima afirma que após o soco continuou sendo agredido. Mayra, que tentou apartar a briga, também foi acertada com um soco no rosto. Rafael Auler recebeu doze pontos na boca e teve três dentes afastados.

Próximo ao local estava uma viatura da 16ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) que atendeu a ocorrência levando os envolvidos para prestar depoimento no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Segundo o advogado da vítima, Leonardo Assis, durante os depoimentos um dos policiais afirmou que foi intimidado por Luiz Junior que alegava ser parente de uma autoridade do Estado.

A equipe de reportagem tentou entrar em contato com Luiz Caldeira Junior pelo celular de número 8112-XXXX. Uma pessoa, que não quis se identificar, atendeu o telefone e afirmou que Luiz havia saído e esquecido o celular em casa. Até o fechamento desta edição as chamadas não foram atendidas e nem retornadas.

Inquérito Policial

O advogado Leonardo Assis afirma que atualmente a polícia tem levantado dados de outros possíveis atos criminosos que podem culminar em um inquérito policial caso confirmados. “A informação que eu tenho é que a delegada titular do 1º DIP irá transformar o TCO em inquérito nos próximos dias, possivelmente amanhã”, conclui.

O investigador plantonista do 1º DIP não soube confirmar se o trio foi levado a delegacia para prestar esclarecimentos.