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Estudantes do Amazonas são destaques em 7ª Olimpíada Brasileira de Matemática

Para o coordenador estadual da Obmep, professor da Ufam, Danilo Benarrós, essas são histórias que merecem ser replicadas 31/08/2012 às 09:18
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Hoje na Nokia, Tiago conquistou o ouro na olimpíada 2011 por escola pública
Ana Celia Ossame ---

Fórmulas de triângulos, cubos e hexágonos e outras figuras da Geometria estão coladas na parede do quarto de Thiago Lucas de Sousa, 15. Esses componentes da Matemática fazem parte dos estudos diários dele e de Suany Serudo Meirelis, 16, que são colecionadores de medalhas olímpicas. Ambos ostentam uma de ouro obtida na  7ª Olimpíada  Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), cuja premiação ocorreu no último dia 27. Junto a eles estavam os colegas Eduardo Caldas, Dhanilo Costa, José Otávio Vidal, Raphael Feijão e Kristian Nogueira, representantes do Amazonas na competição.

Os dois estavam entre os 500 meninos e meninas que participaram da solenidade ocorrida no Rio de Janeiro, com a presença da presidente Dilma Roussef e dos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antônio Raupp, e da Educação (MEC), Aloízio Mercadante. Outros sete amazonenses ganharam medalhas de prata e 19 ganharam de bronze na mesma competição.

EXEMPLOS

Ganhar medalhas em três participações é um mérito para poucos, mas Suany, que tem bronze, prata, guarda todas como resultado de esforço pessoal. Filha de professores, cujo pai, Jair Meirelis, dá aulas de curso técnico e a mãe Simone, 37, ensina Matemática, a menina participou da competição com tranquilidade de quem estuda no Colégio Militar. “Gosto de Matemática e estudo bastante”, diz ela, que para isso não deixa de passear com as amigas. No futuro,  pensa estudar Engenharia e não vê barreiras para o sonho, afinal, não lhe falta aplicação e dedicação.

Suany Meirelis, com a mãe Simone, também ganhou ouro na competição

Para Thiago, estudante de mecatrônica no ensino médio da Fundação Nokia em horário integral, gostar de Matemática é algo que vem desde criança, estimulado pelos pais, Reinaldo, que é militar e Marivalda, agente de trânsito. A medalha de ouro na Obmep é, para ele, que também pretende formar-se em engenharia, a Obmep é um estímulo para os estudos. Embora seja considerado nerd  ou seja, foge do padrão dos garotos da sua idade, por ser mais estudioso e aplicado, ele sai com amigos e vive uma vida normal para a idade, afirma. “Não preciso ficar o tempo todo estudando”, afirmou.

Para o coordenador estadual da Obmep, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Danilo Benarrós, essas são histórias que merecem ser replicadas, principalmente porque muitos dos meninos e meninas premiados nas olimpíadas anteriores estão nas melhores universidades do Brasil  e exterior. “Vemos coisas consideradas impossíveis acontecerem, como alunos de famílias humildes”, destaca o coordenador, para quem isso é importante para demonstrar que quando o estudante entende que pode vencer, basta ter o caminho para buscar seu objetivo. Além das medalhas, os premiados ganham bolsas de estudo em programas de iniciação científica e mestrado.