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Estudo comprova: Mães que trabalham são mais felizes

Ao contrário do que muita gente pensa, mães que trabalham são mais felizes, saudáveis e otimistas, segundo constatou pesquisa de universidade norte-americana 13/05/2012 às 18:36
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Antonita Boscá (centro) conseguiu conciliar a vida empresarial com a criação dos dois filhos, Yanna e Williams
A crítica ---

Desdobrar-se ao longo do dia para dar conta da carreira sem descuidar dos filhos é o cotidiano de muitas mães trabalhadoras. Essa dupla jornada acaba tendo efeitos negativos na saúde da mulher, certo? Errado. Ocorre que as mães que trabalham são mais saudáveis, menos estressadas e mais otimistas do que as que se dedicam exclusivamente aos cuidados de casa. O fato foi constatado por pesquisa da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, que acompanhou 1.364 mães ao longo de dez anos.

Em Manaus, não faltam exemplos de mulheres bem sucedidas que colhem os frutos de conciliar o papel de mãe com a carreira. A empresária Antonita Boscá Escudero iniciou no ramo de importações em 1996, quando seus filhos Williams e Yanna, tinham 15 e 12 anos de idade, respectivamente. Nessa época, Antonita buscava mercadorias no Panamá para distribuir em Manaus na ABE Importadora Ltda. Ela precisava se ausentar por cinco dias, duas vezes ao mês. “Foi muito difícil, vivia me dividindo e tinha ajuda de parentes e de babá para cuidar das criancas quase adolescentes”, lembra a empresária. Com a família sempre unida, Antonita lembra que a dupla jornada do passado, apesar da correria, foi extremamente positiva e gratificante. Hoje, Yanna Simões, 27 anos, se prepara para assumir o comando da empresa - ela já é responsável pela área de compras da distribuidora.

 Williams Jezini, 30, dedicou-se aos esportes e é penta campeão estadual de jiu-jitsu, para orgulho da mãe coruja que irá acompanhá-lo no campeonato Brasileiro em Joinville (SC), na próxima sexta-feira. Se para Antonita, a dupla jornada já é uma missão cumprida, para a juíza Andréa Medeiros, ainda faz parte do dia a dia. Desde 2005, quando seu filho Gulherme nasceu, ela vem se dividindo entre a maternidade e magistratura. Hoje, ela acorda às 5h30 para arrumar o menino e levá-lo à escola. Ela trabalha no fórum Henoch Reis até as 15h. Uma secretária particular faz o transporte da criança. Mãe e filho se reencontram em casa, às 17h, quando Andréa acompanha as tarefas escolares e brincadeiras. “Depois, ele toma banho e jantamos sempre juntos. Para mim, qualidade de vida é estar com meu filho”, diz a magistrada.