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Cotidiano
Mercado de trabalho

Estudo da CNC lista profissões que resistem à crise e geram novos postos de trabalho

Os dados foram compilados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que mapeou 600 profissões e identificou as 15 que mais se destacaram em termos de quantidade de vagas abertas 25/04/2016 às 07:05
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A pesquisa mostra que a profissão que mais gerou empregos foi a dos trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações, com 71,5 mil novas oportunidades. (Reprodução)
Cinthia Guimarães Manaus (AM)

O desemprego já atinge 9,5% da população economicamente ativa do Brasil ou quase  10 milhões de pessoas. Com o pior desempenho do Produto Interno Bruto desde 1990, que caiu 3,8% em 2015, é natural que exista um recuo na demanda por mão de obra. 
Mesmo com cenário adverso, há algumas ocupações que se destacaram quanto ao aumento de contratações. As profissões integram os setores de serviços, saúde e agronegócios.

Os dados foram compilados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que mapeou 600 profissões e identificou as 15 que mais se destacaram em termos de quantidade de vagas abertas e salários. Os números foram extraídos a partir da leitura do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), no Ministério do Trabalho, Emprego e Previdência Social (MTPS).

A pesquisa mostra que a profissão que mais gerou empregos foi a dos trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações, com 71,5 mil novas oportunidades. Também se destacam as vagas criadas para operadores de telemarketing, 27,5 mil, e para recepcionistas, 25,4 mil. Outras atividades do setor terciário, como prestação de serviços de alimentação, saúde e cuidados pessoais, também figuram na lista das 15 profissões que resistem à crise.

A explicação vem do economista da CNC, Fabio Bentes, quem coordenou a pesquisa. “Percebemos que 140 categorias apresentaram aumento de contratações (23% do total). Aproximadamente 1/4 estão evoluindo na contramão da crise. O setor de serviço não exige muita experiência. Já a saúde é o setor mais bem pago entre os demais”, destacou.

A predominância da contratação de mulheres se explica pela tentativa de minimizar os custos das empresas, ressaltou Bentes. “Porque, infelizmente, no Brasil ainda existem diferenças salariais entre homens e mulheres. São empresas optando por mão de obra mais barata. É uma realidade que vem sendo corrigida, mas leva um tempo para que as atividades paguem o mesmo para homens e mulheres”.

Norte em desvantagem

A região Norte teve destaque negativo. “Se for constatar os últimos 12 meses, o Norte tem tido pior desempenho no nível do emprego formal. O nível de empregos na região encolheu 5,5%, enquanto a nível nacional a queda foi de 4,1%, segundo estatísticas do Caged”, disse o economista.

Maturidade

A pesquisa aponta que há mais oportunidade para quem tem entre 30 e 39 anos. Das 15 profissões do estudo, 13 são ocupadas principalmente por essa faixa etária. Funções como caixas e bilheteiros, recepcionistas e operadores de telemarketing predominam jovens de 18 aos 24 anos. 

Salário médio

Dentre as quatro profissões com maior salário médio, três acusam predominância de profissionais com nível superior, são elas: Farmacêuticos, com média salarial de R$ 3.590,00; enfermeiros de nível superior e afins, com média de R$ 4.494,00.

Mais mulheres

O estudo também evidencia a predominância feminina em 10 das 15 profissões destacadas. É o caso dos professores de nível médio na educação infantil (94,4%), cuidadores de crianças, jovens, adultos e idosos (90,8%) e enfermeiros de nível superior (85,3%). Do total de profissionais, 66,6% é do sexo feminino.