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Ex-policial ‘Moa’ é absolvido de acusação de homicídio ocorrido 12 anos atrás, em Manaus

Segundo o juiz que presidiu o julgamento, não havia provas suficientes que incriminassem “Moa”. A vítima, filho de um secretário municipal, teria sido morta por engano 08/10/2015 às 12:46
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O ex-policial militar Moacir Jorge da Costa, o “Moa”, está preso desde 2008 cumprindo pena por outras condenações
Joana Queiroz Manaus

O ex-policial Moacir Jorge da Costa, o “Moa”, foi absolvido da acusação de ser o autor do homicídio de Gean Oliveira de Araújo, crime ocorrido há 12 anos em Manaus. A absolvição ocorreu em julgamento na manhã de hoje (8), no 1º Tribunal do Júri Popular, na capital. “Moa” está preso na cadeia desde 2008 cumprindo pena por outras condenações.

Segundo o juiz Eliezer Fernandes, que presidiu o julgamento, não havia provas suficientes que incriminassem “Moa”. O promotor de justiça Armando Gurgel Maia, que fazia a acusação, também pediu a absolvição do réu alegando falta de provas.

A vítima, Gean, foi assassinada no dia 31 de outubro de 2003, no bairro Coroado, no Bar do Balão, na rua Ouro Preto. Gean era funcionário público e filho do então secretário municipal de limpeza pública Francisco Mendes. Segundo a polícia, o rapaz foi assassinado por engano quando o alvo de “Moa” era o ex-policial José Benedito Aparecido da Silva, o “Soldado Bené”, que nem estava no local na hora do crime.

De acordo com os autos, os autores do crime seriam Luis João Macedo de Souza, o “Pulga”, o ex-policial Juarez José dos Santos Medeiros, além de “Moa”. “Pulga” nem chegou a ser julgado, pois foi morto durante uma execução.

Ainda de acordo com os autos, o assassinato teria sido encomendado pelo ex-traficante de droga Ezequiel Melo, o “Keia”. No dia do crime, Juarez e “Pulga” perguntaram se o soldado “Bené” queria tomar uma cerveja. Eles chegaram a dar dinheiro para ele, mas mandaram que ele fosse para o bar do Balão que mais tarde passariam por lá.

Desconfiado de que seria uma “arapuca”, o soldado Bené pegou o dinheiro e foi beber no bar do “Gordo” no mesmo bairro. Não demorou muito tempo, Pulga e Bené chegaram ao bar do Balão onde Gean e um tio bebiam cerveja e jogavam sinuca, e já foram atirando.

Segunda vez no banco dos réus

Essa foi a segunda vez que “Moa” sentou no banco dos réus nesse ano. Em maio ele foi julgado e condenado a cumprir 12 anos de prisão pela morte do traficante Cleomir Pereira Bernardino, o “Caçula”, executado com 17 tiros de pistola calibre 380 em janeiro de 2007, em frente à casa onde morava, na rua Ambrósio Aires (antiga rua da Cachoeira), no São Jorge, Zona Oeste.