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'Fábio do Puraquequara' é condenado a 45 anos por duplo homicídio

O julgamento ocorreu nesta sexta-feira (30), no Tribunal do Júri do Fórum Ministro Henoch Reis, e condenou Fábio Lúcio de Freitas, o 'Fábio do Puraquequara', a 45 anos de prisão. A sentença saiu 11 anos após o duplo homicídio de Robson Alcantre dos Santos e Keule Mesquita 30/11/2012 às 19:13
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Fábio do Puraquequara não mostrou remorso durante o julgamento
acritica.com Manaus (AM)

O Tribunal do Júri, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), condenou Fábio Lúcio de Freitas, também conhecido como "Fábio do Puraquequera", a 45 anos e três meses de reclusão em regime fechado, pelos crimes de homicídio e roubo. A decisão foi por maioria dos votos dos jurados.

No dia 8 de fevereiro de 2001, Fábio Freitas, 31 anos, e o comparsa, Ederson Coelho de Araújo, vulgo Edinho – à época menor de idade-, mataram Robson Alcantre dos Santos e Keule Mesquita com requintes de crueldade. O crime foi motivado por uma briga entre o menor e Robson, e aconteceu na rua Jerusalém, Coroado, Zona Leste de Manaus.

Robson e Keule estavam na residência quando foram surpreendidos e atacados pelas costas. Robson foi morto com 27 facadas, enquanto Keule, com 47 facadas. Ederson e "Fábio Puraquequera" ainda levaram da residência um aparelho de televisão, um relógio e as roupas da vítima.

Os dois foram presos por policiais da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros. Ederson cumpriu pena socioeducativa, enquanto Fábio foi encaminhado ao sistema penitenciário do Estado, mas fugiu enquanto aguardava julgamento. Ele foi novamente preso no ano passado.


Réu confesso

Fábio descreveu com frieza o crime e contou detalhes do ato. Segundo ele, o amigo, então menor, o convidou para um acerto de contas com Robson e, antes, foram "beber cachaça e campari".

"Quando entramos na casa, eles estavam comendo uma matrinxã (peixe regional) assada. Não reagiram. Depois levamos a TV, um relógio e as roupas do Robson. Vendemos a TV por R$ 100,00 e o relógio por R$ 5,00", afirmou Fábio em seu depoimento no Tribunal do Júri.

O promotor público Ednaldo Medeiros pediu pena máxima pelos dois homicídios, além de roubo. A defesa, através do defensor público Antônio Edeval, tentou desqualificar o crime, alegando que Fábio Lúcio estava sob efeito de bebida alcoólica.

Pelo duplo homicídio, "Fábio do Puraquequara" foi condenado a 39 anos de reclusão, mas como confessou o crime, o juiz que presidiu o Tribunal do Júri, Anésio Rocha Pinheiro, optou por retirar dois anos e seis meses da pena, ficando em 36 anos e meio.

Pelo crime de roubo, Fábio foi condenado a dez anos de reclusão. Como confessou o crime, ele teve a pena reduzida para oito anos.

"Acredito que a Justiça foi feita. A defesa ainda tentou desqualificar pelo fato de eles estarem bebendo. Mas não foi o caso. Pelo que descreveu, tanto ele quanto o menor à época, eles estavam sabendo muito bem o que iriam fazer. Beberam apenas para tomar coragem e cometer o crime", disse o promotor público Ednaldo Medeiros.


* Com informações da assessoria de comunicação