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Fábricas do PIM buscam formas menos invasivas de revista em funcionários

Empresas da Zona Franca de Manaus procuram meios para tornar a revista de funcionários mais eficaz e menos invasiva. Tecnologia norte-americana está na mira dos executivos 14/10/2012 às 10:01
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Revista de funcionários na saída da fábrica é prática comum e necessária, mas deixa espaço para ações na justiça
A Crítica Manaus

Desde o roubo de cópias originais do jogo “Mortal Kombat 9” da fábrica da Sony em Manaus - fato ocorrido em 2011 - empresas da Zona Franca tem buscado formas de aumentar a segurança em suas instalações. Uma das alternativas cogitadas é a instalação de sistemas mais modernos e menos invasivos para revista  de funcionários.

Há negociações iniciadas para trazer a Manaus a solução Microsemi, tecnologia que permite o escaneamento corporal sem que a anatomia da pessoa seja exposta. Executivos da Group Brazil (GBR), que representam esses produtos, estiveram em Manaus, visitando fábricas interessadas.

Fabricantes de telefones celulares, eletroeletrônicos e componentes estão entre os clientes potenciais. Um grande chamariz é o fato de que os aparelhos detectam com facilidade produtos de perfumaria, farmacêutico, eletrônicos, acessórios, CDs, DVDs, livros, drogas, explosivos, dinheiro, alimentos e armas, entre outros.

Como não há emissão de raios x, não há riscos para a saúde. Os aparelhos medem a energia emitida naturalmente pelas pessoas, identificando obstruções causadas por objetos junto ao corpo.

O diretor da GBR, Adib Hauy Neto, explicou que a principal vantagem do novo sistema é que o escaneamento preserva a intimidade dos funcionários e, ao mesmo, tempo, protege as empresas, já que a revista tradicional deixa espaço para ações por danos morais.

 Além disso, os equipamentos não se restringem à detecção de metais. “Podemos identificar qualquer volume que estiver junto ao corpo, independentemente do material de que é feito”, conta o executivo. 

A solução foi desenvolvida nos Estados Unidos, sob encomenda do Exército norte-americano. A ideia era prevenir a ação de terroristas com bombas ou armas presas ao corpo.