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Cotidiano
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Falta de estrutura compromete ano letivo no Iranduba (AM)

Escolas estão sem o quadro completo de professores e falta o transporte para pegar os alunos 04/03/2012 às 10:53
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O bem vindo do cartaz ainda não serviu para a maioria dos alunos das comunidades rurais
Milton de Oliveira Manaus

A falta de professores e do transportes escolar prejudicou o início do ano letivo nas comunidades rurais de Bom Jesus, Vila de Paricatuba, Limão,  Laranjal, Lago do Mudo e Fé em Deus, no Iranduba (município a 25 quilômetros de Manaus).

Os moradores das comunidades disseram que as aulas deveriam ter começado em 27 de fevereiro, mas nada aconteceu e nenhuma explicação sobre o problema foi dada. “Na nossa escola não tem professores suficientes. Há salas de aula que nem carteira para os alunos tem”, reclamou a dona de casa Maria das Dores, 36.

Na comunidade do Limão, a 14 quilômetros da Vila de Paricatuba, mães de alunos da Escola Municipal Maria Auxiliadora Mesquita Simas disseram à reportagem de A CRÍTICA que alguns professores exercem outra função na escola.  “Há professores  ganhando salário de professor e trabalhando apenas quatro horas na biblioteca da escola”, disse Evanilde Soares, 32. Outra reclamação feita pelos moradores do Limão foi o fato de que uma professora efetiva de Geografia e História ainda não apareceu para dar aulas. “Aqui as aulas começaram nesta semana, mas ainda tem professor de férias”, disse a comerciante Carmem Maria, 30.

O caso do transporte é ainda pior, pois os moradores informam que a prefeitura não pagou pelos contratos do ano passado e os motoristas se recusam a prestar o serviço. "Você trabalhava e quando chegava no final do mês, você não via nem a cor do dinheiro. Então, você aguenta a primeira vez, mas não aguenta cinco meses", disse um ex-motorista, que durante três anos, conduziu um dos transportes para a comunidade e preferiu não revelar sua identidade por medo.

O prefeito do município, Raimundo Nonato Lopes, afirmou que não há dívidas por parte da prefeitura. "São pessoas desinformadas. Todos os proprietários que procuraram a prefeitura receberam. Se algum motorista não recebeu é outra coisa", sublinhou.

Até que o problema seja solucionado, estudantes de cinco comunidades, localizadas na  Vila de Paricatuba, por exemplo, continuarão sujeitos a caronas, pagamento de mototáxis ou terão que ir a pé.