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Cotidiano
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Familiares de motorista do Tribunal de Justiça morto na última quinta-feira acreditam na prisão dos envolvidos no crime

Num primeiro momento, havia suspeitas de que o crime se tratava de latrocínio, mas o caso é investigado pela Delegacia de Homicídios por ter sido constatado que nada foi levado da vítima 07/01/2012 às 10:43
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A pistola do servidor, uma PT 40
jornal A Crítica Manaus

Familiares do servidor público do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Pedro Paulo Vieira Tavares, 36, morto com dois tiros, na última quinta-feira, 5, dentro de uma lavanderia no bairro Vieiralves, na Zona Sul, acreditam que até este fim de semana a polícia consiga identificar os dois autores do crime.

 Embora tenha sido cogitado que o crime seria investigado pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) devido a suspeita de latrocínio, roubo seguido de morte, ficou constatado que nada foi levado de Pedro e o caso continua sendo conduzido pela Delegacia Especializada Homicídios e Sequestros (DEHS).

Segundo os familiares, as imagens do circuito interno de segurança da lavanderia e dos estabelecimentos localizados próximo à área do crime estão sendo fundamentais na identificação dos suspeitos. Pedro Paulo que era motorista pessoal da presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargadora Maria das Graças Figueiredo, foi enterrado na tarde de ontem, no cemitério Nossa Senhora Aparecida, no Tarumã Zona Oeste.

Os familiares descartaram a hipótese de o crime ter sido motivado por acerto de contas. Eles acreditam que Pedro Paulo foi morto por engano, pelo bandido que o teria confundido com o dono da lavanderia. “Ele tinha várias características físicas semelhantes ao dono da lavanderia - como calvície, altura e peso. Os bandidos acharam que ele era o dono da lavanderia que, segundo as informações que conseguimos, havia feito um saque em dinheiro para pagar funcionários naquele mesmo dia”, disse o cunhado da vítima que pediu para não ser identificado.

 A reportagem de A CRÍTICA também apurou que a polícia trabalha com quatro linhas de investigação para o crime: 1ª - assalto conhecido como “saidinha de banco”; 2ª - rixa com um homem que teria ficado com raiva depois que Pedro Paulo tomou um carro no início da semana por não receber o pagamento da venda do veículo; 3ª - envolvimento com uma mulher casada; 4ª - dívida de uma grande quantia com um agiota que teria cobrado o valor. Outra constatação é que Pedro Paulo não faz parte do quadro funcional nem da Polícia Civil ou Militar, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

 Pedro Paulo foi atingido com dois tiros e não reagiu Pedro Paulo foi à lavanderia para pegar roupas da desembargadora Maria das Graças Figueiredo para quem fazia guarda pessoal há dois anos, segundo familiares, quando foi abordado por um homem não identificado que mandou que ele entregasse “o dinheiro”. Embora o servidor portasse uma pistola PT 40, de uso restrito das forças de Segurança Pública, não reagiu. Já que não tinha o dinheiro, o suspeito efetuou dois disparos que atingiram o tórax e a cabeça de Pedro Paulo.

O suspeito fugiu com a ajuda de um comparsa que o aguardava fora da lavanderia em uma motocicleta modelo CG Titan 150 de placas não identificadas. A dupla fugiu na contramão da rua Rio Javari. Os suspeitos continuam foragidos. Quanto à informação de que Pedro Paulo teria feito um saque e retirado um extrato na agência do banco Bradesco localizado na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), familiares disseram que só ficaram sabendo por meio da imprensa e que a polícia ainda trabalha para confirmar a ida ao local. Pedro Paulo estava em um carro modelo Corolla, preto, placas JXJ-3471, do TJAM.