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Cotidiano
IRANDUBA

Comunidades do Lago do Janauari recebem ajuda de ação integrada de cidadania

Ação realizou atendimento médico e odontológico e levantou o debate sobre violência sexual contra crianças 16/09/2017 às 16:32
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(Foto: Divulgação/Sejusc)
acritica.com Manaus (AM)

Moradores das comunidades do Lago do Janauari, no município Iranduba, a  40 quilômetros de Manaus, receberam hoje a visita do barco do Programa de Atendimento Itinerante (Pai), 'Todos Pela Vida 2', que realizou atendimentos médico e odontológico no local, levantou o debate sobre violência sexual contra crianças e adolescentes e promoveu ações de cidadania.

Atracado na comunidade Vila Nova, o barco ajudou centenas de pessoas que têm dificuldades para se deslocar para  a capital com o intuito de obter documentos básicos como certidão de nascimento, cédula de identidade e carteira de trabalho.

Apenas em um dia, foram beneficiadas 100 famílias que moram em Vila Nova e em localidades vizinhas, que se deslocaram pelo rio para garantir o atendimento. 

Além da ação de cidadania, a ação leva ao local uma campanha para conscientizar os moradores sobre o que são abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes e como esses crimes se caracterizam.

Distribuídas em equipes que percorreram as residências e prestaram esclarecimentos no centro social da comunidade, assistentes sociais, psicólogos e estagiários de variadas áreas do conhecimento esclareceram que os crimes sexuais contra crianças e adolescentes são hediondos, isto é, não são passíveis de fiança e nem diminuição de pena que varia de quatro a 10 anos de reclusão. 

Caso de abuso sexual 

Durante a permanência do barco na comunidade, um caso de rapto e abuso sexual de uma adolescente foi relatado. Uma menina de 14 anos de idade foi levada da comunidade por um adulto, sem o consentimento dos pais, para Manaus e a mantém como parceira sexual. Os pais denunciaram o caso e pediram providências para localizar e recuperar a filha.

“Como ele levou a adolescente para Manaus, o órgão responsável por essa busca é o Conselho Tutelar, em parceira com o Creas, com acompanhamento de advogados, psicólogos e assistentes sociais, além da força policial para recuperar a adolescente. Mesmo que ela não queira voltar e ou queira viver com o adulto que cometeu os crimes de abuso sexual e rapto de menor. Ele vai responder judicialmente”, explicou a Secretaria Municipal de Assistência Social de   Iranduba (Semmas). 

Os assistentes sociais se coloram à disposição da comunidade pra esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto para tentar evitar que outros casos envolvendo abuso e exploração sexual de  crianças e adolescentes ocorram.

Atendimento

O atendimento continua amanhã (17), das 8h às 16h, no Distrito do Cacau Pirêra, também em Iranduba, em frente à sede do Corpo de Bombeiros, na Rodovia Manoel Urbano.