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FAP define calendário de atividades de 2012

A Federação Amazonense de Pugilismo (FAP) pretende inovar na temporada, levando lutas para as praças da cidade 11/02/2012 às 13:58
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Pedro Nunes, presidente da Federação de Pugilismo (FAP)
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

A Federação Amazonense de Pugilismo (FAP) já definiu o calendário de atividades de 2012 e pretende inovar este ano, levando o boxe amador às praças públicas da cidade. O objetivo é difundir a nobre arte nos bairros e garimpar novos talentos do ringue.

A ideia foi defendida, ontem, pelo presidente da entidade, Pedro Nunes Oliveira, 46, mas para executá-la, segundo ele, é necessária uma ajuda financeira para a FAP organizar cada uma das 11 etapas previstas no calendário até dezembro. A primeira delas acontece neste sábado, a partir das 19h, no ginásio do Zezão com a denominação Torneio Shopping Grande Circular de Boxe Amador.

“Já formalizei ofício para a Secretaria de Estado da Juventude Esporte e Lazer (SEJEL) e para a Secretaria Municipal de Esportes (SEMDEJ), pedindo uma ajuda de custo de R$ 2 mil. Não é muito para as secretarias, mas é tudo para que realizemos as etapas em praças de diferentes bairros, muitas destas praças utilizadas para o uso de drogas”, apela o dirigente. “Eu fiz o levantamento de custo e tudo. Gastaríamos em torno de R$ 2 mil para fazer a competição em locais diferentes, pois tem transporte de madeira, a montagem do ringue e o pagamento da arbitragem”, enumera Nunes.

O Torneio Shopping Grande Circular de Boxe Amador, único da FAP, tem como palco o ginásio do Zezão, no São José, zona Leste. Caso consiga ajuda de custo, a competição torna-se itinerante. “Temos a Praça da Polícia, o anfiteatro da Ponta Negra, a Praça do Jorge Teixeira, enfim, lugar não falta”.

O Torneio Shopping Grande Circular reúne lutadores  revelados na periferia pelo Projeto Social Ring Boxe, coordenado também por Pedro Nunes. “A gente já alcança mais de mil atletas dentro do projeto sem ajuda dos governos. Imaginem se tivéssemos a ajuda deles?”, questiona o presidente da FAP, responsável por descobrir a peso médio Maria Marreta, em 2002, e o superpesado, Cássio Humberto, quatro anos depois. “O orçamento da FAP é zero”.