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Faxineira é presa pela PF porque comeu bombom de delegado

Caso aconteceu em Roraima na semana passada. A mulher foi demitida por justa causa e disse que não imaginou que o delegado fizesse tanta questão de apenas um dos bombons. Nas redes sociais, internautas lançaram a campanha 'Operação Sonho de Valsa' 08/10/2015 às 21:01
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Delegado da PF e os bombons
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Uma faxineira, identificada apenas com as iniciais E.R.S., de 32 anos, foi detida pela Polícia Federal de Roraima acusada do furto qualificado de um chocolate que estava na mesa do delegado-corregedor Agostinho Cascardo. Ela retirou o bombom de uma caixa e comeu. Após sentir a falta do produto, o delegado analisou as câmeras de segurança da sala e a fez pegar a embalagem do chocolate na lata do lixo, para servir como “prova do crime”. O caso aconteceu no estado de Roraima e foi noticiado hoje (8) pelo jornal O Estado de S.Paulo.

A mulher, conta a reportagem, trabalhava para uma empresa terceirizada que presta serviço à Polícia Federal e foi demitida por justa causa por “quebra de confiança”.

O caso aconteceu na quinta-feira (30), mas só foi divulgado nesta terça-feira (6) e ganhou muita repercussão em redes sociais.

Os internautas roraimenses iniciaram uma campanha para arrecadar chocolates e doar ao delegado. A campanha ficou conhecida como Operação Sonho de Valsa.

Em entrevista a veículos de comunicação de Roraima, a faxineira, que tem quatro filhos menores de idade, admitiu ter comido o chocolate e disse que não imaginou que o delegado fizesse tanta questão de apenas um dos bombons. Ela prestou depoimento por quase uma hora e assinou a “notícia-crime” se dizendo constrangida e envergonhada.

De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Federal, o caso foi encaminhado para Brasília e a instituição não vai se posicionar sobre o assunto. Segundo a assessoria, não houve prisão em flagrante e foi pedido arquivamento do caso ao Ministério Público Federal pelo “valor irrisório” do crime. A comunicação da PF confirmou que foi feita uma notícia-crime e que a demissão da mulher aconteceu por justa causa.