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Cotidiano
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Federação de Remo do Amazonas está frustrada com a falta de planejamento

Há mais dois anos a entidade foi obrigada a suspender aulas, treinos e competições, por conta da reforma na Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus 10/01/2012 às 16:20
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É pau é pedra, é quase o fim o caminho para o esporte no cartão postal de Manaus
Nathália Silveira Manaus

Passa ano e entra ano e um novo fôlego para acreditar que tudo vai prosperar é renovado. No caso apresentado pelo presidente da Federação Amazonense de Remo, Aristóteles Almeida, esperança é uma palavrinha que há mais dois anos vem se perpetuando. Isso porque, com a reforma de um dos principais atrativos turísticos de Manaus, a Ponta Negra, que começou em agosto de 2010, a Federação de Remo teve que suspender aulas, treinos e desde lá ficou impedida de realizar campeonatos, bem como participar de eventos nacionais e internacionais.

“Há dois anos que não temos calendário e não participamos mais de competições. Isso é muito frustrante. Sabemos que é muito importante a realização dessa obra, mas é inaceitável sacrificar o esporte desse jeito”, dispara o Almeida.

O presidente da entidade alega que o acordo feito com Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), responsável pela obra, era de apenas um ano. No caso, de agosto de 2010 a agosto de 2011.

“Nada foi cumprido. No começo de 2010 ainda foi apresentado um projeto para revitalizar a Federação. Mas, depois de maio, nada mais foi acertado e nenhuma satisfação foi dada. Tentei falar com o secretário da Seminf, Américo Gorayeb, mas não fui atendido”, afirma Aristóteles, relatando que além do amontoado de areia, barro e pedras que há muito tempo tomou conta do em torno da Federação, na manhã de ontem o espaço foi “contemplado” com um corredor de entulho.

“Agora, a empreiteira está colocando os resíduos na porta da Federação. Ainda estamos sofrendo com a falta de água e luz mais de dois meses. Assim fica complicado trabalhar”, afirmou Aristóteles Almeida, que ainda conta que mesmo com as obras na orla, 12 atletas da equipe amazonense treinavam das 5h às 7h30 todos os dias.

No entanto, o presidente da FAR explica que os treinos era apenas uma tentativa dos atletas não perderam o ritmo, já que desde 2010 a equipe amazonense deixou de participar de eventos importantes, como o Brasileiro e o Norte Nordeste.

“O pior que construímos uma boa fama nessas competições e com o tempo estamos deixando de ser competitivos. Estamos perdendo oportunidades”, disse Aristóteles. 

Em nota, a assessoria da Seminf afirma que a reforma do espaço está em análise no departamento de engenharia da Seminf. E que assim que a metodologia para a situação da Escola de Remo for definida, será divulgada.

Nathália Silveira - Repórter do Craque
Todos nós concordamos que o processo de urbanização e revitalização da Ponta Negra é vital para a Copa de 2014.  No entanto, a falta de informação da Seminf em relação à obra da Federação Amazonense de Remo é inaceitável.

No mínimo, é um descaso com àqueles que trabalham em prol do esporte. Ficaria muito mais “bonito” para Seminf estipular e tentar cumprir prazos, afinal nem eu como jornalista aguento mais a resposta de “assim que tivermos uma posição quanto a obra, avisaremos”, ou “mas a Imprensa quer uma resposta às 17h?”.

Não é de hoje que nós, os atletas e dirigentes queremos uma resposta, batemos na mesma tecla desde 2010. Logo, esta já deveria estar formulada. Mas enquanto isso, todos, infelizmente, continuam a ver navios...