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FIEAM pode movimentar R$ 270,5 milhões este ano

Desse total, R$ 170,5 milhões estão previstos na receita da agência para atender várias frentes, adequando o recurso à demanda do Plano de Desenvolvimento Amazonas Rural Sustentável, em construção 05/01/2012 às 08:37
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Pedro Falabella diz que, além das áreas de vocação tradicional, haverá incentivo à pecuária no Sul do Amazonas
CIMONE BARROS Manaus

A Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) planeja movimentar este ano R$ 270,5 milhões em concessão de crédito. O anúncio foi feito nessa quarta-feira (4), pelo presidente da Afeam, Pedro Falabella, 70, que não esconde o desejo de assumir a presidência do Banco da Amazônia, instituição pela qual é aposentado e ex-superintendente.

Desse total, R$ 170,5 milhões estão previstos na receita da agência para atender várias frentes, adequando o recurso à demanda do Plano de Desenvolvimento Amazonas Rural Sustentável, em construção. Áreas de vocação tradicional serão financiadas, além de foco em projetos de incentivo à pecuária no Sul do Amazonas (Apuí e distrito do Santo Antônio do Matupi - Manicoré) e à piscicultura, especialmente a empresarial.

De acordo com Falabella, a proposta é desenvolver o interior fomentando produtos tradicionais, com vistas a uma alternativa econômica ao Polo Industrial de Manaus (PIM).

Comércio e indústria também receberão aporte. “Vamos incentivar a piscicultura empresarial, que é lucrativa e pode ser incrementada; o cultivo da borracha, da castanha, do açaí, de óleos vegetais e acreditamos também na pecuária, utilizando áreas já degradadas”, destacou Falabella.

Balanço

Ano passado, a Afeam realizou 6.561 operações e financiou R$ 101,7 milhões, um recuo de 34% no volume de recurso, ante 2010, ano eleitoral, quando financiou-se R$ 154,4 milhões e realizadas 16.348 operações.

Segundo o presidente da Afeam, a queda em 2011 deveu-se principalmente a concorrência com os outros agentes financeiros, como Basa e Banco do Brasil.

“Em 2010, essas agências não tiveram a mesma velocidade para liberação dos recursos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e ficamos praticamente sozinhos”.

Além disso, a maioria dos prováveis clientes estava em 2011 com financiamento em aberto, conforme a Afeam. Na distribuição dos R$ 101,7 milhões, o setor rural ficou com 20,3% (R$ 20,7 milhões), indústria com 28% (R$ 28,3 mi) e comércio e serviço com 52% (R$ 52,6 mi).

Os micros e pequenos (até 25 mil) e setor primário responderam por 60% do volume de crédito. Médios e grandes, até R$ 1,5 milhão, por 40%.

Em relação à inadimplência, ela é de 3% no financiamento para recursos especiais, os maiores, e de 10% nas operações ativas de micro e pequenos. “Um banco de desenvolvimento não pode visar apenas o lucro financeiro. Nosso maior lucro é social: ocupações geradas e produção”.