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Cotidiano
Drama

Filha que mora em Envira procura paradeiro do pai biológico que nunca conheceu

Fisioterapeuta Sâmara Maysa Pinheiro, de 29 anos, convive desde o seu nascimento com a ausência do genitor. Natural de Manaus, mas residente no interior, ela espera encontrar as suas origens de um homem conhecido apenas como “Aites” 04/11/2017 às 10:29
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A fisioterapeuta Sâmara Maysa Pinheiro (à direita) e sua mãe, Ozanilda Pinheiro: busca pelo pai que ela nunca conheceu
Paulo André Nunes Manaus (AM)

A ausência do pai biológico é uma realidade com a qual a fisioterapeuta Sâmara Maysa Pinheiro, de 29 anos, convive desde o seu nascimento. Natural de Manaus, mas residente no Município de Envira (a 1.208 quilômetros de Manaus) desde os quatro meses de idade, ela é fruto de um relacionamento de apenas dois meses da mãe, Ozanilda Pinheiro, 51, com um homem conhecido apenas como “Aites”.

Nos anos em que vivem com a ausência de notícias sobre o paradeiro do pai, Sâmara Maysa Pinheiro se formou em fisioterapia em Rio Branco, no Acre. Hoje casada e mãe de dois meninos de 2 e 5 anos, ela nutre ainda mais a necessidade de conhecer quem a gerou. Isso leva em conta, também, a intenção dos próprios filhos dela em querer saber o paradeiro do avô após tantos anos. 

“Na adolescência briguei muito por isso, queria saber quem era o meu pai, mas com o tempo aceitei pois minha mãe sempre quis o melhor para mim. Mas meus filhos começaram a perguntar onde estava o meu pai e decidi que era a hora de procurar por ele e mostrar para as crianças pelos menos o nome e a foto”, declara ela, que tem um padrasto, mas não o chama de pai. Ela ressalta a importância da mãe na sua vida. 

“Sei que não posso voltar no tempo, mas quero conhecê-lo, saber as minhas origens.  Não tive meu pai para fazer esse papel na infância e adolescência, mas minha mãe fez isso muito bem”.

Esperança

Sâmara morava com a mãe e uma tia na rua da Paz, no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus. Mãe e filha foram morar em Envira quando Sâmara tinha apenas quatro meses de idade, perdendo, ambas, o contato com o pai dela, até agora.

Informações de vizinhos dão conta que o pai de Sâmara chegou a voltar algumas vezes à rua da Paz para procurar mãe e filha, mas sem sucesso, já que ambas já haviam se mudado para a cidade interiorana.

A última vez que ele procurou a ex-namorada foi em 1998, quando Aites procurou a tia de Sâmara em busca de informações sobre ambas – na época ele disse que já era pai de um filho de 7 anos de idade e Sâmara já tinha 10 anos.
 
Sem paradeiro

Apenas com um nome, que ainda por cima pode ser apelido do pai, Sâmara nunca entrou em contato com órgãos de segurança em busca do seu genitor biológico. “Não sei o nome completo, nem se Aites é apelido, e acho que seria impossível encontrá-lo sem saber dessas informações. Mas hoje, com as redes sociais, isso fica mais facilitado e ele pode ver se tiver acesso”, comentou a fisioterapeuta, que tem esperança em encontrá-lo.  “Tenho esperança de encontrá-lo, sim, e isso só não vai acontecer se ele não estiver mais vivo”, declarou.

Um ‘papel’ insubstituível na vida dela, diz Sâmara 

Sobre a sensação de não ter um pai, a fisioterapeuta disse que é muito desconfortante. “Eu sofria muito em datas comemorativas. Essas coisas sempre me incomodavam bastante. O Dia dos Pais, por exemplo, nunca existiu pra mim, pois eu nunca pude vivenciá-lo. Nunca consegui alguém que ocupasse o papel do meu pai”.

Conhece o ‘Aites’?

Quem tiver alguma informação que possa levar ao paradeiro de “Aites”, pai de Sâmara, pode entrar em contato com ela por meio dos telefones (97) 98410-8880 e (97) 99189-4732. 

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