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Fim de contrato com Fucapi paralisa operações da Suframa

Contrato da Suframa com 80 funcionários terceirizados da Fucapi encerrou nesta sexta-feira (28); desligamentos vem ocorrendo desde 2009 28/03/2014 às 22:59
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Em abril de 2013, terceirizados demitidos pela Suframa fizeram manifestação em reunião do CAS
acritica.com* Manaus (AM)

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) sofrerá grandes impactos com o desligamento de cerca de 80 funcionários que atuavam no contrato de informática da autarquia com a Fundação Centro de Análise e Pesquisa Tecnológica (Fucapi). O contrato, encerrado nesta sexta-feira (28), vinha sendo contestado judicialmente pelo Ministério Público Federal (MPF).

A área de Operações da Suframa, que inclui a fiscalização da entrada de mercadorias e serviços de cadastro e recadastro de empresas incentivadas pelo modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), será a mais afetada, e já está com parte das atividades paralisadas.

“Eram colaboradores que atuavam na análise documental da entrada de mercadorias, no cadastro e recadastro de empresas, nos serviços de informática e na operação dos canais de vistoria (verde, vermelho e cinza), entre outros serviços, que não atuarão mais na Suframa. Ressalte-se que o contrato tem sido contestado judicialmente por delegar, ilegalmente, atribuição de servidor para terceirizados", explica o vice-presidente do Sindicado dos Funcionários da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, ressaltando que essa situação nada tem a ver com a greve dos servidores iniciada em fevereiro.

“Com greve ou sem greve, essa situação estava prevista e não foi solucionada devido a um problema de gestão, que não se preocupou em capacitar servidores para a execução dessas atividades, sempre desempenhadas por terceirizados. Além disso, é público que o quadro de servidores da Suframa está defasado há anos, e que houve postergação para a realização do concurso público, que foi autorizado em junho de 2013" complementou.

O desligamento dos colaboradores terceirizados vem ocorrendo desde 2009 e no dia 21 de março deste ano houve o início do desligamento dos últimos terceirizados ilegais. Com o fim do contrato, o posto de fiscalização do aeroporto internacional Eduardo Gomes fechou desde a semana passada e a Central de Fiscalização Rodoviária (CFR) da Suframa paralisou na última quinta-feira (27). “Os efeitos da saída dos terceirizados serão ainda mais sentidos a partir da próxima semana. É uma situação que vai trazer bastante impacto ao PIM, e, mais uma vez, não foi ocasionada pelo movimento grevista. Desse modo, estamos tratando com a Superintendência para que não haja aumento do impacto ao PIM”, finalizou.

*Com informações da assessoria