Publicidade
Cotidiano
E agora?

Franquia ou negócio próprio?

Com crescimento estimado em 16% para este ano, o franchising parece uma opção de investimento muito tentadora. Mas há aspectos cruciais que podem pôr tudo a perder 18/11/2012 às 09:44
Show 1
Durval era franqueado, mas perfil incorfomista o levou a abrir empresa própria
jornal a crítica Manaus

O funcionário público Elson Matos, 35, tem R$ 80 mil para realizar um antigo desejo: tornar-se um empreendedor. Atento ao crescimento do franchising e às facilidades desse modelo de negócio, Matos avalia a possibilidade de se tornar um franqueado, chegou a lançar proposta a uma rede de lojas online de camisetas personalizadas, entre outras franqueadoras, mas puxou o freio de mão ao conhecer mais de perto o modelo de negócio. Para o consultor da Praxis Business, Adir Ribeiro, dinheiro e disposição não bastam para ter sucesso com franquias.

O empresário amazonense Durval Braga Neto conhece bem as vantagens e desvantagens de apostar em franquias. Ele foi franqueado de uma rede nacional de escolas de idiomas por alguns anos. A principal vantagem, aponta, é o fato de trabalhar com produto já formatado e testado, e com uma marca já estabelecida no mercado. “Você não tem desembolso com pesquisas e desenvolvimento do produto”, diz.

Vale lembrar que as despesas variam de franquia para franquia, de acordo com o modelo de negócio adotado. Algumas cobram uma taxa de franquia, outras exigem royalties pelo uso da marca, além de rateio das despesas com publicidade. Enfim, há vários modelos, e os detalhes nem sempre ficam muito claros.

Uma das desilusões de Elson Matos aconteceu quando descobriu que o investimento mínimo informado pela franqueadora, na verdade, não correspondia à realidade. “Seria preciso um aporte maior que o informado inicialmente. Então a empresa apresenta propostas de financiamento. Pra mim, essa falta de clareza na informação soou como uma armadilha. Se a relação entre as partes já começa desse jeito, achei melhor tirar o time de campo”, conta.

 Após essa experiência, Matos ficou mais ressabiado. Procurou orientação junto a entidades como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Associação Brasileira de Franchising (ABF). Uma das coisas que aprendeu é que, antes de entrar no franchising, o empreendedor precisa entender que não terá controle absoluto sobre o negócio, afinal, os produtos, o marketing e toda a política da empresa já estarão prontos e o franqueado não poderá interferir nisso.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).