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Funcionários passam mal após comer refeição estragada

Funcionários passam mal após comer comida estragada servida pela empresa em que trabalham. Eles prestam serviço terceirizado de limpeza para a Universidade Federal do Amazonas. Os trabalhadores contaram que tiveram dor de barriga e diarreia após ingerir a comida 17/08/2012 às 15:31
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Marmita servida aos funcionários tinha cheiro de azedo
Bruno Strahm Manaus (AM)

Cerca de 10 funcionários da empresa Rudary, responsável pelo serviço terceirizado de limpeza na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) passaram mal nesta quinta-feira (16) após comer a refeição oferecida pela empresa na hora do almoço.

Eles trabalham no setor do Instituto de Ciência Humanas e Letras (ICHL) da universidade e mesmo após alegarem que estavam sofrendo com dor de barriga e diarreia, foram impedidos de sair mais cedo para ir ao médico pela supervisora da empresa.

Comida azeda

Segundo uma funcionária, que não quis se identificar por medo de represálias, a marmita servida continha um bife, cenoura, batata, arroz, feijão e macarrão e tinha um aspecto estranho e um gosto azedo.

“Logo que abrimos a marmita para almoçar, por volta de 12h, verificamos que ela fedia, por causa disso a maioria comeu apenas o bife. Depois, quando fomos para a sala de descanso começamos a passar mal e corremos para o banheiro”, disse a funcionária de serviços gerais.

Quando informaram à empresa pelo que estavam passando após comer a refeição, a funcionária contou que a única providência deles foi avisar que as marmitas seriam trocadas para não acontecer o mesmo com os trabalhadores do turno da noite.

“Não é a primeira vez que isso acontece, já foram ao menos quatro casos parecidos. Quando dizemos a eles, nos falam apenas para bater o nosso cartão normalmente e que virão para cá trazendo novas marmitas. Depois é que eles mandam a gente para o hospital fazer exames”, conta a funcionária.

Ainda segundo ela, os funcionários dos outros setores da Ufam também podem ter comido e passado mal, mas ela não tem contato com eles. Somente no Mini-Campus trabalham cerca de 100 funcionários da Rudary.

Procurando ajuda

A professora de Geografia da Ufam, Ivani Ferreira viu toda a situação e  socorreu alguns dos funcionários. Ela tentou ligar para a Vigilância Sanitária (Visa Manaus) para denunciar o caso.

“É um absurdo, eu ligava para um número e sempre me encaminhavam para um outro, dizendo que não era responsabilidade do setor X, e sim do setor Y. Quando finalmente consegui ligar para o disk denúncia deles, o 08000-920123 estava sempre dava ocupado.

Contato

A equipe do Portal acritica.com entrou em contato com a empresa para esclarecer o caso, a asssessora jurídica Leila Assunção informou que não tinha informações sobre o assunto, e que os supervisores é que poderiam responder sobre a denúncia, mas tinham saído para uma reunião e ainda não haviam voltado.

Leila Assunção também disse que a comida oferecida a seus funcionários é preparada na própria empresa que é equipada com uma cozinha industrial, e que não sabia de nenhum caso anterior em que tenha havido qualquer tipo de problema com a marmita fornecida.

A Visa Manaus não atendeu em nenhum dos números que a reportagem tentou ligar.