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Fundação Paulo Feitoza é destaque nacional em conferência tecnológica

Softwares da FPF serão apresentados em conferência do setor, que abre, pela 1ª vez, espaço para o Norte 13/05/2012 às 18:49
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Pequena Ivy, filha do deputado federal Romário, já esteve na Fundação para testar jogos e aplicativos desenvolvidos pela instituição
A crítica ---

A Fundação Paulo Feitoza (FPF), instituição reconhecida por desenvolver tecnologias para pessoas com dificuldades motoras, será a primeira instituição do Norte do Brasil a apresentar um case durante a Conferência Anpei de Inovação Tecnológica. A reunião da Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras) é um encontro nacional, que reúne empresas e instituições de peso no País e focadas em inovação tecnológica. A 12ª edição do evento vai acontecer em Joinville (SC), de 11 a 13 de junho deste ano.

De acordo com o gerente de projetos da FPF, Rogério Caetano, a fundação aproveitará a oportunidade para mostrar seu know-how na criação de tecnologias assistivas e de baixo custo. Segundo Caetano, um dos fatores que diferenciam o processo de desenvolvimento de softwares e hardwares na FPF é o uso da metodologia de inovação aberta e living labs (laboratórios vivos, em inglês). Essa metodologia se caracteriza pela participação do usuário em todas as etapas e, ainda, pelo compartilhamento de informações com outras empresas e instituições. “Nosso foco é o usuário. Trabalhamos para atender as suas necessidades”, explica.

Case concorreu com 83 projetos

Para ser apresentado durante a conferência da Anpei, o case da FPF precisou concorrer com outros 83, que foram submetidos por empresas de todas as regiões do Brasil. O espaço conquistado pela fundação é resultado de um trabalho pioneiro, que vem facilitando o uso do computador para as pessoas com deficiência nos membros superiores. Conhecido em todo o mundo, o Mouse Ocular (lançado em 2005) é um ícone dessa linha de pesquisa. Com o mouse ocular, o público-alvo já podia ter acesso a um computador usando apenas o movimento dos olhos.

Após esse sistema, a FPF lançou o software AcessiMouse, que funciona com uma webcam simples. A câmera captura movimentos da face e da cabeça para controlar o mouse. O clique acontece a partir da abertura da boca. “O AcessiMouse foi licenciado para o Bradesco. Com os recursos advindos da licença e o nosso know-how, conseguimos desenvolver jogos e teclados virtuais para adultos e crianças”, frisa Rogério. Um dos jogos é o FPF Soccer, que utiliza a realidade aumentada (também usada no Xbox e Nintendo Wii) para que o usuário faça gols.

Olhos no controle

 Novo sistema de acessibilidade, ainda em testes, vai comandar o ambiente externo. Ney Mendes ActiveIris vai conectar os usuários a outros equipamentos eletrônicos O novo sistema em fase de desenvolvimento na FPF é o ActiveIris, que traz um avanço significativo em relação às tecnologias anteriores. “Além de ter o controle total do computador, as pessoas poderão controlar eletrodomésticos, celulares e outros aparelhos do ambiente, com os movimentos da íris”, ressalta Rogério.

O ActiveIris vai requerer a instalação do software em um computador. O aplicativo estará conectado aos aparelhos por meio de módulos e uma rede wireless (sem fio), que vai transmitir os comandos de “liga e desliga”, por exemplo. “O usuário poderá telefonar do seu celular, a partir dos cliques feitos no computador”, acrescenta Caetano. O ActiveIris conta com recursos de R$ 620 mil da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Governo Federal. Além disso, há investimentos da própria fundação e de empresas parceiras.

Membro da ENoLL
 A Fundação Paulo Feitoza é o primeiro living lab do País voltado para a criação de produtos mais adequados às pessoas com necessidades especiais. Desde outubro de 2008, a instituição é membro da rede europeia ENoLL, que reúne living labs de vários países.