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Gestão da Rodoviária de Manaus causa impasse entre Estado e Município

Governo e prefeitura brincam de ‘toma que o filho é teu’ enquanto o usuário do terminal reclama das péssimas condições do lugar 04/10/2012 às 10:03
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Conforme estimativa da Arsam 28 mil passageiros utilizam, mensalmente, a Rodoviária de Manaus, cuja gestão deveria ter sido transferida par o governo
Nelson Brilhante Manaus

O Governo do Estado, por meio da Agência de Comunicação do Governo (Agecom), desmentiu nesta quarta-feira (03), a informação de que a administração do Terminal Rodoviário de Manaus passaria a ser de responsabilidade do Estado e não mais da Prefeitura, como vem ocorrendo há 30 anos. De acordo com a assessoria, o que foi aventado é que apenas o prédio onde funciona o Terminal Huascar Angelin ficaria à disposição do Estado, caso houvesse necessidade, por conta da realização da Copa de 2014.

Por essa versão, a rodoviária continua sob o comando do poder público municipal, só que em outro local. Na época do anúncio, a Agecom informou que o Governo do Estado ainda não havia decidido, mas que iria discutir o modelo de administração que implantaria no terminal.

A versão do governo municipal continua a mesma. Como já havia feito logo após a divulgação da notícia, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) confirmou que a administração da rodoviária seria sim repassada ao Estado.

Na ápoca, a direção da SMTU previa que o processo de  mudança estaria concluído até, no máximo, o final de setembro. Até ontem, não havia nada de concreto, isto é, a administração da SMTU continua despachando no prédio, que fica na avenida Mário Ypiranga Monteiro (antiga Recife), bairro de Flores, Zona Centro-Sul.

Por meio de sua acessoria, o diretor da SMTU, Wesley Aguiar, disse que continua aguardando pela transferência. Lembrou ainda que os raios de ação do terminal vão muito além das fronteiras do município. A justificativa se baseia no fato de que a velha rodoviária é ponto de partida até para viagens internacionais, considerando que Manaus é ligada por via terrestre com a Venezuela.

Nenhuma das partes quis dar detalhes a respeito da proposta, divulgada amplamente na imprensa local. Também não foi revelado de quem partiu a idéia.

A expectativa dos usuários da rodoviária era de que a mudança de gestão pudesse resultar na revitalização do espaço que hoje funciona com a infraestrutura em condições precárias, alvo de muitas reclamações.

RECLAMAÇÕES

A falta de manutenção adequada e de recuperação da infraestrutura são motivos de muitas reclamações por parte de quem precisa fazer viagens usando as empresas de ônibus que atuam na rodoviária.

De acordo com um relatório de inspeção feito em junho pelo Departamento de Vigilância Sanitária (Dvisa) o prédio apresenta uma série de problemas tanto na área interna quanto na externa.