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Cotidiano
Desvio de Furnas

Gilmar Mendes suspende investigação contra o senador Aécio Neves

Ministro quer que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pediu a investigação, informe se a abertura de inquérito é realmente necessária 12/05/2016 às 20:36 - Atualizado em 12/05/2016 às 21:20
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Aécio e Gilmar no encontro em Portugal, quando debateram sobre democracia (Foto: IDP)
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Neste 12 de maio, as investigações contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), suspeito de participação no esquema de desvio de dinheiro de Furnas, foram suspensas por determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão veio menos de 24 horas da apresentação da defesa do senador mineiro.

A abertura de investigação foi pedida na semana passada pelo Ministério Público Federal (MPF). Gilmar Mendes quer que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informe se a abertura de inquérito é realmente necessária. O pedido foi enviado de volta para Rodrigo Janot.

No despacho que suspendeu a investigação, o ministro acata os argumentos da defesa de Aécio. Os advogados do tucano alegam que as suspeitas se baseiam apenas na delação do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS). A defesa de Aécio afirma que o ministro Teori Zavascki já havia arquivado investigação baseada em declarações do doleiro Alberto Youssef contra o senador mineiro.

Delcídio do Amaral, em sua delação premiada, denunciou que o tucano foi beneficiário de corrupção na estatal.

Segundo o relato, o esquema teria sido coordenado por Dimas Toledo, aliado de Aécio, e ex-diretor de Engenharia da Furnas. Gilmar  Mendes chegou a autorizar, a pedido do procurador-geral da República, o desarquivamento da citação feita por Yousseff. Yousseff afirmou, também em delação, que Aécio se beneficiou de propinas pagas pela empresa Bauruense, que prestava serviços a Furnas. A irmã de Aécio, Andrea Neves, intermediava o suposto pagamento.