Publicidade
Cotidiano
Notícias

Governador do Amazonas monta estratégia política

Omar Aziz não fala em público sobre eleição há duas semanas e ainda não anunciou apoio à candidatura de Rebecca 29/06/2012 às 07:49
Show 1
Omar Aziz e Rebecca Garcia se reuniram nesta quinta-feira (28) para discutir participação do PT
Rosiene Carvalho Manaus

Enquanto o senador Eduardo Braga (PMDB) busca a exposição, o governador Omar Aziz (PSD) se recolheu e há 13 dias não dá qualquer declaração sobre a disputa eleitoral em Manaus. Embora se reúna diariamente com políticos para tratar das eleições, a demora de Omar Aziz em declarar apoio à candidatura da deputada Rebecca Garcia em Manaus tem servido de combustível para boatos de que a aliança é incerta.

O recolhimento do governador intrigou aliados e adversários durante todo o dia desta quinta (28). Isso porque Omar Aziz escolheu o silêncio justamente no momento em que o senador Eduardo Braga renunciou à disputa eleitoral.

Omar Aziz, aliás, não faz qualquer comentário sobre o pleito municipal desde o último dia 15 de junho, na entrega do conjunto habitacional Ozias Monteiro, na Zona Norte de Manaus. Rebecca Garcia compareceu à inauguração e Omar declarou que o grupo ia marchar junto em 2012 e eleger o novo prefeito ou a nova prefeita.

Nos bastidores do PP, o clima ainda não é de que o apoio do grupo político à candidatura de Rebecca Garcia esteja fechado. As declarações do senador Eduardo Braga na chegada a Manaus, nesta quinta (28), sinalizam o quão azedos estão os acordos. Rebecca dá demonstrações da engenhosa costura para se manter como a escolhida do grupo. Não arredou o pé de Manaus desde a semana passada e tem encontros políticos diários com o governador.

A CRÍTICA apurou, nesta quinta (28), que os aliados de Rebecca Garcia temem que “fogo amigo” tente barrar a candidatura dela antes da realização das convenções. E o silêncio de Omar Aziz evitando oficializar publicamente o apoio à candidata reforça o temor.

A prefeiturável, no entanto, diz ignorar que haja qualquer movimento contrário à candidatura dela dentro do grupo. Ela, que tinha um encontro marcado com o senador Eduardo Braga nesta quinta (28), disse que os dois trocaram mensagens e a conversa ficou para esta sexta (29). “O que eu sei é que está confirmado o apoio”, declarou.

Com Omar Aziz, Rebecca Garcia informou ter tido duas reuniões, ontem. Uma após o almoço e outra no início da noite. “O governador me pediu para que eu sentasse com a equipe para nos entendermos sobre algumas coisas, de como vai ser feita campanha. Detalhes de campanha”, afirmou.

À noite, a conversa, segundo Rebecca, foi para tratar sobre o PT. Nesta quinta (28) o presidente nacional do PT, Rui Falcão, ligou novamente para a deputada manifestando interesse de compor como vice na chapa. Rebecca disse que o grupo foi procurado nesta quinta (28) pelos nanicos liberados por Amazonino Mendes.

Rebecca se diz preparada para baixaria
A deputada federal e prefeiturável Rebecca Garcia (PP) declarou que está “extremamente preparada” para enfrentar qualquer ataque baixo à candidatura dela.

“Nenhum ataque baixo me desqualifica para administrar Manaus. Só me fortalece e é a maior demonstração política de que eu não tenho corrupção na minha biografia. Não tenho histórico de dinheiro público desviado, de maus feitos administrativos”, declarou a prefeiturável.

Rebecca Garcia disse que está tranquila em relação aos possíveis ataques e disse que os considera normais especialmente quando há, numa eleição, a combinação mulher e poder. Disse que a  presidente Dilma Rousseff (PT) durante a campanha sofreu ataques baixos.

 “O governador Omar Aziz é a prova de superação em relação ao uso da baixaria na campanha. Estou preparada e tenho o apoio da minha família. Agradeço a Deus todos os dias pelo meu marido. Não tem homem melhor para estar ao meu lado nessa campanha”, disse Rebecca.

PSD ganha espaço no horário eleitoral
Fundado no ano passado, o PSD,  do governador Omar Aziz  participará do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV nas eleições deste ano. A lei eleitoral só dava esse direito às siglas que participaram da última eleição para deputado federal (2010). Mas o  Supremo  Tribunal Federal mudou esse entendimento nesta quinta (28).