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Governo da Indonésia confirma execução de brasileiro condenado à morte

Integrante de uma tradicional família amazonense, Marco Archer, foi considerado culpado por entrar no país com mais de 13kg de cocaína  22/06/2012 às 14:56
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Ciente da execução, Archer já teria feito o último pedido, uma garrafa de uísque, segundo jornal indonésio
acritica.com* Manaus

No próximo mês de julho o instrutor de vôo brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 50, será executado, por fuzilamento, pelo governo indonésio. Preso em 2003, pela prática de tráfico internacional de drogas, Marco teve os dois pedidos de clemência, feitos pelo governo brasileiro à Indonésia, recusados.

O anúncio da execução do brasileiro foi feito na última quarta-feira (20), pelo procurador Andi Konggoasa, ao principal jornal de língua inglesa da Indonésia, o “The Jakarta Post”.

Conforme o jornal, Marco Archer já teria feito o último pedido antes de ser executado, uma garrafa de uísque.         

Negociações
Archer foi preso em 2003, ao desembarcar no aeroporto de Jacarta, transportando 13,4kg de cocaína, que estavam escondidos em seu equipamento esportivo. No ano seguinte, o brasileiro foi condenado à pena de morte, pelo governo indonésio, por tráfico internacional de drogas.

Nos anos que se seguiram, o governo brasileiro tentou por duas vezes reverter a execução do instrutor de vôo. O primeiro pedido de clemência foi feito em 2005, pelo então presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, mas foi negado.

Em 2008 um novo pedido foi feito novamente pelo presidente Lula, e novamente negado, pelos indonésios.

À época, Marco chegou a gravar um vídeo para uma emissora brasileira, no qual dizia estar “triste” e “desesperado”, além de estar vivendo um momento dramático.

“Não matei, não roubei. Estou errado e quero pagar pelo meu erro, só que não com a minha vida”, declarou o brasileiro, durante o vídeo.

Na ocasião, o instrutor de vôo, dedicou a gravação à mãe, Carolina Archer Pinto, falecida em 2010.

Apesar de ser de uma tradicional família amazonense, Marco Archer é carioca.

O Itamaraty por meio de sua assessoria de Imprensa informou estar tomando as medidas cabíveis sobre o caso, para que ele não tenha um desfecho dramático.

Além de Marco, o surfista paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte,39, também é outro brasileiro que se encontra no corredor da morte, na Indonésia. Assim como o instrutor de vôo, em seu equipamento esportivo também foram encontrados 6 kg de cocaína.

*Com informações de Agências