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Cotidiano
COMISSIONADOS

Governo do Amazonas anuncia corte de 500 servidores de cargos comissionados

Número de exonerados pode chegar a 1 mil. O governador Amazonino já havia dito na campanha que enxugaria a máquina pública para cortar gastos 18/10/2017 às 10:53 - Atualizado em 18/10/2017 às 10:57
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Foto: Jair Araújo
Geizyara Brandão Manaus (AM)

O Governo do Amazonas anunciou na manhã desta quarta-feira (18) o corte no número de cargos comissionados na máquina pública estadual. A medida acarretará a exoneração de um número entre 500 e 1 mil servidores.

A informação foi confirmada pelo secretário do Estado e da Casa Civil, Sidney Leite, durante o Encontro Amazonense de Gestores, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus. Segundo Leite, haverá um corte de 10% a 20% dos servidores que ocupam postos de confiança, os comissionados.


Foto: Jair Araújo

“Nós estamos levantando esses números e vamos discutir com os secretários, mas particularmente não tenho receio de dizer que podemos cortar de 10% a 20%, não de forma linear, porque tem secretaria que só tem o necessário”, explicou Sidney Leite. O secretário ressaltou que haverá ajustes nos contratos sem o comprometimento dos serviços das secretarias e áreas fins. “A gente acredita que o Estado não sentirá nenhum problema em reduzir esse número de comissionados”, afirmou.

Com a redução dos cargos, os valores poupados serão direcionados para investimentos, por exemplo, no interior do Estado, conforme disse Leite. “Nós temos uma demanda de investimento como o FTI. Há muito tempo o governo não faz investimentos, como o caso dos municípios que precisam de investimento seja para sistema viário, construção de delegacias, temos um déficit de presídios, municípios que precisam de nova unidade hospitalar”, disse.


Foto: Jair Araújo

Em entrevista à TV A Crítica no dia 26 de julho deste ano, durante a campanha, o então candidato a governador falou que enxugaria a máquina pública para cortar gastos.

“Para ajustar a máquina, a gente pode acabar tendo que tomar medidas que não sejam populares e nem facilmente compreendidas pela população. Isso faz parte do jogo. E quem tem compromisso com a coisa pública faz o que é certo. Meu lema de campanha é arrumar a casa. Se não arrumar a casa, a vaca vai para o brejo com todo mundo junto”, disse à época.