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Graduados ganham até 167% mais que pessoas que têm apenas o ensino médio

Embora seja registrada uma maior conscientização dos brasileiros sobre a importância do estudo, as estatísticas ainda mostram que há muito a avançar.  Houve um aumento em 60% do total de jovens brasileiros que buscam a educação profissional 26/10/2012 às 09:12
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Uma das tendências apontadas pelo levantamento é o aumento da procura pelos cursos técnicos em todo o Brasil
ana celia ossame ---

A diferença salarial entre as pessoas que concluíram apenas o ensino médio e os trabalhadores brasileiros com curso universitário no Brasil alcança 167%. Isso é o que revela o cruzamento de dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmando a tese de que mais estudo significa também melhores vencimentos na vida profissional. Para a presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Maria Olívia Simão, esse é o principal desafio do Brasil atualmente, por isso o Governo do Estado vem investindo fortemente na formação de massa crítica desde a educação básica até a pós-graduação.

De acordo com o estudo, o porcentual acima, que já foi maior, começou a cair a partir do início deste século, numa tendência comum em países desenvolvidos, nos quais o ensino técnico costuma ser bem valorizado. Mas o ganho continua expressivo e tende a se ampliar ainda mais nos casos de profissionais com especialização, com curso de mestrado ou doutorado, demonstrando o quanto é preciso investir para propiciar a continuidade da formação depois do ensino básico.

CONSCIENTIZAÇÃO

Embora seja registrada uma maior conscientização dos brasileiros sobre a importância do estudo, as estatísticas ainda mostram que há muito a avançar.  Houve um aumento em 60% do total de jovens brasileiros que buscam a educação profissional. Mas a média de estudo da mão de obra ocupada no Brasil é de apenas 8,4 anos e uma parcela de apenas 12,5% dos trabalhadores concluiu o ensino superior.

Outro dado aponta que o País convive com a baixa escolaridade e também com a baixa qualidade do ensino de maneira geral, tanto no nível médio quanto no superior, aponta o estudo, que sugere uma dissociação entre o que ocorre no meio acadêmico e na realidade. Isso significa que, além de melhorar o acesso ao ensino de nível superior e mantê-lo com qualidade, o Brasil precisa aproximar os conteúdos das exigências cada vez maiores e mais aceleradas do mercado de trabalho.