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Gráficas devem dobrar os faturamentos no período eleitoral em Manaus

Setor de gráficas  está ansioso pelo início da campanha eleitoral e estima que produzirá 200 milhões de santinhos 29/06/2012 às 07:38
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É assim, na sarjeta, onde vão parar muitos santinhos durante a campanha
cimone barros Manaus

As gráficas de Manaus estão contando nos dedos os dias que faltam - dez deles - para o início da campanha eleitoral. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Amazonas (Sindgraf-AM), Roberto Caminha, o faturamento do setor dobra nesse período comparado ao restante do ano. A expectativa é que só de “santinhos” de candidatos sejam produzidos cerca de 200 milhões para serem distribuídos de julho a outubro.

De acordo com o calendário eleitoral, divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral, a partir do dia 7 de julho Será permitida a propaganda eleitoral. As eleições ocorrem exatamente três meses depois dessa data. O segundo turno acontecerá no dia 28 de outubro. “Essa é a melhor eleição que existe, porque atinge todos os municípios e o trabalho fica full time, principalmente para quem fecha com os candidatos majoritários”, explicou Caminha.

Na lista de produtos com mais saídas estão os “santinhos”, “capetinhas” (adesivos que eleitores colam na mão no dia da votação), cartazes, panfletos, banners e etiquetas adesivas. Em média, o milheiro do santinho está saindo a R$ 15.

Investimentos
Para dar conta do trabalho, algumas empresas investiram em maquinário, tecnologia e a contratação de temporário.  O setor deve empregar mais 300 pessoas, 25% sobre os cerca de 1.200 que já atuam no segmento.

A Gráfica Ziló, por exemplo, que tem contratos com grandes empresas de setor eletroeletrônico do Polo Industrial de Manaus, espera com a campanha eleitoral um incremento de 20% na produção. Além do Amazonas, a empresa já fechou contratos em Roraima. “Para isso, investimos em novas máquinas e vamos contratar uns 20% (cerca de 20) a mais de funcionários”, disse o proprietário da gráfica, Eduardo Moraes

Segundo Caminha, como a demanda aumenta muito num curto período, o mais difícil não é a impressão, mas o corte em quantidade e pouco tempo. No Estado tem cerca de 240 gráficas filiadas ao sindicato, mas só aproximadamente 15 têm máquinas de corte de alta tecnologia. De acordo com o presidente do Sindgraf, a capital detém cerca de 90% da demanda de material gráfico, o interior do Estado outros 5% e estados limítrofes - como Roraima, Rondônia e Acre - os 5% restantes.

A Justiça Eleitoral, por meio de sua legislação, estabelece os critérios para gastos com campanha e, entre eles, exige que os candidatos apresentem o Cadastro Nacional de Pessoa Jurícia (CNPJ) da gráfica, por exemplo, para fins de acompanhamento e aferição daquilo que aparece nas contas de campanha.

Inscrição no CNPJ
A lei nº 9.504/1997, mais conhecida como Lei Eleitoral, estabelece que em todo o material impresso da campanha deve conter os números de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da gráfica, do partido político e o da tiragem.