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Greve da Amazonas Energia é suspensa pelos funcionários

Decisão foi tomada após a empresa concordar em negociar o pagamento de Participação nos Lucros (PLR); porém, se não houver consenso até esta sexta (30), a paralisação vai ser total 28/05/2014 às 20:40
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Categoria espera resolver o impasse antes da Copa do Mundo, para não haver risco de apagão durante o evento
ACRITICA.COM Manaus (AM)

A greve marcada por funcionários da Eletrobras Amazonas Energia para esta quarta (28), em Manaus, acabou suspensa depois que a empresa concordou em negociar o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), direito trabalhista que foi a principal reivindicação dos manifestantes.

Em anúncio divulgado na última segunda-feira (26), os funcionários da Eletrobras em todo o país decidiram fazer uma paralisação de alerta, colocando apenas 30% dos funcionários em atividade, para garantir o fornecimento de energia. A greve iria de hoje até esta sexta (30), e, caso a companhia não apresentasse nenhuma proposta, uma paralisação geral seria convocada para a primeira semana de junho, bem às vésperas da Copa do Mundo.

A ideia, no entanto, não está descartada. Segundo a assessoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Amazonas (STIU/AM), é preciso que se chegue a um consenso sobre a PLR até a sexta, ou a categoria ameaça paralisar 100%, o que levaria o estado (e o país) ao risco de um apagão. “É um direito pelo qual os trabalhadores vêm lutando há dez anos, e a empresa nunca se mostrou sensível a essa realidade. Agora é o momento que temos para fazer valer essa proposta”, afirmou o presidente do sindicato, Edney Martins. “Não queremos penalizar a população, mas é preciso fazer ouvir nossa reivindicação, e temos certeza de que a companhia não quer levar a discussão a esse extremo”.

A primeira reunião entre a Eletrobras e representantes dos funcionários está marcada para esta quinta-feira, às 10h, no Rio de Janeiro, onde fica a sede da companhia. A reportagem do Portal A CRÍTICA tentou obter um posicionamento da subsidiária no Amazonas, sem sucesso.