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Greve da Suframa chega ao fim após acordo, nesta quinta-feira

Término da paralisação ocorre três dias depois da Sefaz anunciar que havia vistoriado e liberado 90% das mercadorias represadas pela greve. A vistoria e liberação é uma das atribuições da Suframa, mas decisão judicial abriu a possibilidade da secretaria estadual fazer os serviços 16/07/2015 às 21:26
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Durante assembleia, em maio, os servidores da Suframa votaram pela paralisação por tempo inderteminado
Cinthia Guimarães Manaus (AM)

Após 56 dias de braços cruzados, a greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (ZFM) chegou ao fim na tarde desta quinta-feira (16), por decisão dos  Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa). O motivo foi o pedido do governo federal, que prometeu negociar as reivindicações dos grevistas com a condição de uma trégua na paralisação. O acordo foi articulado por um grupo de parlamentares do Amazonas,Acre, Amapá, Rondônia e Roraima.

A greve começou no dia 21 de maio, quando o governo decidiu vetar ao artigo de número 10/201, da MP 660/14, que excluiu o plano de cargos e salários dos 730 servidores da Suframa. Na reclamação, o Sindframa, eles ganham salários inferiores aos servidores com carreira  equivalente no Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), a quem a Suframa está vinculada.

Até o momento, a Câmara dos Deputados já adiou por cinco vezes a votação que pode derrubar esse e demais vetos da presidente Dilma Rousseff (PT). Atualmente, 800 servidores estão lotados na Suframa, sendo 155 aposentados e 34 pensionistas; 540 servidores ativos e 71 terceirizados da Fucapi mantidos sob decisão de liminar. Em 2014, foi realizado concurso para preenchimento de 241 vagas, mas houve uma evasão de mais de 38% de servidores.

"O fim da greve é uma excelente notícia, um entrave a menos. Se não fosse o governador para tentar minimizar a dificuldade que nós estamos tendo, a paralisação estaria prejudicado o abastecimento do comércio, necessidades básicas. Melhor estarmos todos juntos brigarmos. Temos que ver até onde não prejudica o interesse público e não prejudicar nosso próprio Estado ". declarou o vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) disse que os trabalhadores da Suframa encontraram na bancada o apoio para que as reivindicações fossem ouvidas pelo governo. 

"Demos apoio desde o início, reivindicações corretas e greve é direito do trabalhador. Já fui sindicalista. Temos que saber a hora de iniciar e concluir um movimento. A carta que ministro encaminhou à bancada dizia claramente que estava disposta  negociar. Há um compromisso do governo a partir da criação da agência executiva proposta de fazer a previsão da nova carreira na LDO, só a partir de 2016", disse Vanessa.

“Achamos por bem confiar nos nossos parlamentares, como a sociedade já se sentia prejudicada. Acreditamos que seria uma saída vantajosa para a gente. Se o governo tiver de enganar será os parlamentares do Amazonas, Rondônia, Roraima, Acre e Amapá. Pediram para a gente acreditar porque eles seriam avalistas dessa negociação”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior.