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Greve de 111 dias evita que 700 alunos da UFAM realizem formatura do ensino superior

Prejuízo poderá aumentar e outros 1,4 mil acadêmicos deixarão de colar grau e obter o diploma. Segundo o presidente da Adua, Antônio Neto, isso só acontece diante da intransigência do governo em não negociar 04/09/2012 às 08:14
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Nesta segunda (03), a greve igualou o recorde de dias parados e hoje ultrapassará. Não há perspectiva de volta as aulas em 48 federais
Ana Celia Ossame ---

Ao completar ontem 110 dias de paralisação dos docentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), pelo menos 700 alunos deixaram de colar grau só no primeiro semestre do ano e se continuar, mais 1,4 mil discentes deixarão de se formar, segundo cálculos feitos pela Pró-Reitoria de Ensino e Graduação (Proeg) da Ufam.

A continuidade do movimento paredista foi votada na última sexta-feira e, segundo o presidente da Associação dos Docentes da Ufam (Adua) Antônio Neto, isso só acontece diante da intransigência do governo em não negociar.

De acordo com a Proeg, não é possível dizer quantas horas de aula deixaram de ser ministradas  porque a carga horária de aula é diferenciada para cada disciplina, o que vai gerar resultados diferenciados para cada curso. Quando a greve iniciou, 75% do período já havia sido ministrado, então para cada disciplina de 60 horas faltavam 15 horas/aula, mas há disciplinas com 75, 90, 120, 180, 240 e até 400 horas, o que  equivale a números diferenciados. Há também dezenas de alunos que deveriam seguir para cursos de pós-graduação e mestrado após a colação de grau.

SUSPENSÃO

Como o Governo Federal enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei com as suas propostas, já recusadas pelos docentes federais,  Antônio Neto diz que eles vão discutir a continuidade da greve ou a suspensão dela, o que não significa encerrá-la. Os professores, segundo ele, vão organizar outra frente de luta, desta vez no Congresso Nacional, pressionando os parlamentares a modificar o projeto adicionando as propostas do movimento.

É importante ressaltar, segundo Neto, que pela ótica do governo há prejuízo com a greve, mas como o docentes buscam melhores condições de trabalho e salário, isso é o que legitima a greve.

Quando terminar a greve, a Ufam deverá aprovar, via Conselho Universitário (Consuni), uma nova data de término do período, de modo a completar os 25% da carga horária que faltou ser ministrada.