Publicidade
Cotidiano
Notícias

Greve de docentes da Ufam impede alunos do mestrado em Letras de concluírem o curso

Alunos do curso de mestrado em Letras da Universidade Federal do Amazonas correm o risco de serem jubilados do programa de pós graduação por não poderem defender suas teses, já que as universidades Federais do país encontram-se em greve 14/08/2012 às 17:01
Show 1
Greve de docentes da Ufam impede que alunos de mestrado concluam o curso
acritica.com Manaus (AM)

Alunos da turma de 2010 do mestrado oferecido pelo Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) se depararam com um entrave para a conclusão do curso: a greve dos servidores, que já dura aproximadamente três meses.

Os alunos, que estão se preparando para apresentar as defesas de conclusão do curso, tem até o final deste mês de agosto para fazer as apresentações. Esse prazo, segundo os próprios alunos, é estipulado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). No entanto, as apresentações estão sendo prejudicadas pelo Comando de Greve da Universidade. Segundo os alunos, o comando não permite que eles reservem o auditório para fazer a apresentação das defesas.

A coordenação do PPGL tentou negociação junto ao Comando de Greve, alegando que a atividade era condição mínima para a continuidade da prestação de serviços públicos, no entanto, teve seu pedido indeferido.

Caso não defendam seus trabalhos dentro do prazo estipulado pela CAPES – que não se encontra em greve –, os alunos serão jubilados, isto é, perderão todo o investimento feito ao longo de dois anos e meio, argumenta um dos alunos, que não quis ser identificado.

A aluna de mestrado Hariele Quara tem até o dia 28 de agosto para defender sua tese de mestrado, e está preocupada, uma vez que, não sabe se o Capes irá rever o caso destes alunos por conta da greve.

“A revisão é uma possibilidade, mas é um grande risco, minha turma de mestrado em Estudos da Linguagem tem 7 anos, e todos perigam ser jubilados. Minha banca conta com um professor de Santa Catarina, a passagem dele já está paga, e ao que tudo indica ele não vai mais vir”, comenta Hariele.

Devolução de valores

Os sete alunos bolsistas, que estão nesse impasse, estão afastados de cargos públicos por meio de licença. Eles deverão restituir as bolsas ou salários recebidos, caso não consigam concluir o curso. Os alunos recebem durante o mestrado (de dois anos e meio) uma bolsa de R$ 1.000 a R$ 1.200 por mês.

Negociação com o Comando de Greve

Na quarta-feira (15) às 9h, na sala de reuniões do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL/UFAM) haverá uma reunião para a qual foram convocados professores e alunos do PPGL, para discutir o indeferimento e as possíveis alternativas para a realização das defesas.

Não havendo uma solução concreta, os alunos pretendem, em conjunto, entrar com pedido de mandado de segurança para garantir o término do curso.