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Greve dos médicos ocasionará cancelamento de consultas

Serviços ambulatoriais também serão afetados. Contudo, as unidades de urgência e emergência continuarão funcionando normalmente, assim como o Samu e a Maternidade Moura Tapajós 14/01/2012 às 11:33
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Sem negociações com o governo, médicos decidem paralisar as atividades por tempo indeterminado. Greve afeta redes públicas do Estado e município
Carolina Silva Manaus

Ao todo, 2,5 mil médicos das secretarias de Estado e Municipal de Saúde (Susam e Semsa) que atendem nas unidades de serviços ambulatoriais irão paralisar as atividades na próxima segunda-feira, 16, por tempo indeterminado. De acordo com o Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), a greve não irá afetar as unidades onde são realizados serviços de urgência e emergência, já que a maioria dos médicos que atendem nessas áreas é de cooperativas ou de empresas de especialidades médicas terceirizadas. O

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Maternidade Dr. Moura Tapajóz também não serão afetados pela paralisação. Segundo Mário Vianna, presidente sindicato, 1,4 mil profissionais contratados pela Susam e 1 mil pela Semsa devem retomar os trabalhos apenas quando as reivindicações da categoria forem aceitas pelos governos estadual e municipal. As principais reivindicações são as melhorias nas condições de trabalho e o reajuste do piso salarial do Estado e do Município para R$ 9.188,22 mensais por 20 horas/semanais.

Atualmente, o piso salarial da Susam e da Semsa é de R$ 1 mil por mês, em que acrescidas as gratificações chegam a somar apenas uma média de R$ 4 mil , informou Vianna. “A melhoria na assistência médica à população está vinculada com melhores condições de trabalho aos profissionais e a um salário melhor”, argumentou o presidente do Simeam. De acordo com Mário Vianna, a greve já vinha sendo planejada desde julho de 2011, quando iniciaram as tentativas de negociações com as secretarias de saúde.

“Durante esse tempo houve reuniões mas sem sucesso”, disse o presidente. Sobre o reajuste de 8% em dezembro do ano passado, Mário Vianna esclareceu que se tratava de uma reposição de perda salarial devida a todos os funcionários do Estado e do Município. “Sendo que, no Estado, a única categoria que não recebeu foi a dos médicos”, afirmou o presidente do Simeam. Ainda segundo Vianna, o reajuste do piso salarial não será de imediato, devendo ser cumprido em até 18 meses.

A categoria também reivindica a conclusão do enquadramento do Plano de Cargo, Carreiras, e Vencimentos (PCCV) da Secretaria de Estado de Saúde (Susam); revisão do Plano de Cargo, Carreiras, e Vencimentos (PCCV) da Semsa e Susam; e o pagamento das perdas salariais de 5,26%, referente ao ano de 2010 que não foram pagas pelo governo Estadual, conforme Lei Estadual 70/2009. Médicos do Samu e da Maternidade Dr. Moura Tapajóz também apresentarão propostas. De acordo com o presidente do Simeam, Mário Vianna, se a categoria entrar em acordo neste fim de semana com o Governo do Estado e prefeitura, a greve pode ser suspensa na segunda-feira.