Publicidade
Cotidiano
Notícias

Greve dos servidores da Suframa continua após sindicato negar proposta do Governo Federal

Governo federal quer criar um grupo de trabalho para, em 210 dias, elaborar um relatório-base para futuras negociações 24/03/2014 às 20:21
Show 1
Servidores da Suframa deliberaram nesta segunda-feira pela recusa da proposta do governo
JORNAL A CRÍTICA Manaus (AM)

O Sindicato dos Servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Sindframa) recusou a contraproposta do governo federal e decidiu manter a greve que já dura 34 dias. Sem reajuste salarial desde 2008, apenas 30% dos servidores vão manter as atividades, como manda a legislação.

De acordo com um documento encaminhado na sexta (21), o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) propõe a criação de um grupo de trabalho, com duração de 210 dias, para gerar um relatório que servirá de base para futuras negociações, quanto à possibilidade de reajuste salarial.

A proposta foi considerada uma afronta à categoria, assim como a suposta ameaça de corte de ponto dos servidores em greve. “Esse grupo de trabalho não tem utilidade nenhuma, já que ele não tem o objetivo de elaborar uma proposta concreta de reestruturação”, explicou o vice-presidente do Sindframa, Anderson Belchior.

O Sindframa informou que o governo federal é o grande responsável por esse quadro de greve, já que, desde 2009, se recusa a sentar à mesa de negociação para discutir a reestruturação do Plano de Cargos e Carreiras da autarquia, além de outros pleitos.

“Em 2008, os servidores receberam o último aumento salarial que, naquela época, já estava defasado. Desde então, foram inúmeras tentativas de negociação. Duas paralisações de advertência, reuniões com a superintendência e com o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e não tivemos os nossos pleitos atendidos”, explicou Belchior.

Autonomia

Além de pleitear a reestruturação do Plano de Cargos e Carreiras, os servidores querem discutir a ausência de autonomia administrativa e financeira da autarquia e a interiorização do desenvolvimento.

A categoria também cobra melhorias na infraestrutura de trabalho na sede (Manaus) e descentralizadas, nos estados do Acre, Amapá, Rondônia  e Roraima, além de solução para o descaso com Processos Produtivos  Básicos (PPB), de interesse regional e nacional.