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Grupo anônimo denuncia precariedade de hospital psiquiátrico pelo facebook

Página com denúncia de descaso dentro do hospital psiquiátrico Eduardo Ribeiro pretende provocar ação da sociedade civil 05/11/2012 às 08:01
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Estado em que internos se encontram é de completo abandono e grupo denuncia até mesmo casos de agressão
Florêncio Mesquita ---

O descaso com pacientes do hospital psiquiátrico Eduardo Ribeiro está sendo denunciado diariamente, por um grupo de 15 pessoas anônimas, em uma página da rede social Facebook intitulada “Retratos da Loucura”. O perfil já tem compartilhamentos de países como Portugal, Canadá e França, além de vários Estados do Brasil. A página existe há quase dois meses e é mantida por um grupo formado por visitantes do hospital psiquiátrico, que se dedica a passar o tempo máximo de visita permitido, de uma hora, com os pacientes da unidade.

Os membros do grupo não se identificam com medo de represálias, mas trouxeram a público uma realidade que vem sendo questionada há anos, mas que, segundo eles, era difícil comprovar, já que quase nenhuma pessoa de fora tem acesso aos pavilhões onde os internos ficam.

As fotos vêm sendo publicadas desde o dia 16 de outubro e revelam flagrantes de falta de cuidados com os 36 pacientes que moram há mais de 20 anos no local. Além disso, denunciam a ausência de estrutura mínima para viver com dignidade.


O grupo coleciona relatos de agressões aos pacientes que teriam a conivência de alguns profissionais do hospital. Eles dizem que as situações ficaram apenas como denúncia, que nunca foram apuradas. Na página do Facebook, eles apresentam a imagem de uma paciente com hematomas nos olhos, que seriam resultado das agressões que os doentes sofrem e são submetidos, caso apresentem resistência contra as determinações que recebem. Em outras imagens, é possível ver a falta de condições de higiene de banheiros e das salas dos pavilhões onde os pacientes moram. As roupas dos pacientes são guardadas em um arquivo usado anteriormente para documentos. O arquivo tem o nome dos pacientes e as roupas também ficam guardadas sobre ele. Segundo o grupo, como as roupas ficam à mostra, são usadas coletivamente.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).