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Grupo Fera do Amazonas realiza curso de operações táticas

Conforme o coordenador do Fera, Edilei Rodrigues, o “Popó”, o objetivo é capacitar os policiais para atuarem em situações extremas, com o máximo de precisão e habilidade possível 30/11/2015 às 11:29
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O 1º Curso de Operações Táticas Especiais (Cote) é realizado pelo Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) da Polícia Civil amazonense
Kelly Melo ---

Passar noites em claro, atravessar o rio Negro a nado e marchar por mais de 20 quilômetros sem poder abandonar o armamento são algumas das condições adversas que policiais civis e militares do Amazonas e de outros estados estão sendo submetidos no 1º Curso de Operações Táticas Especiais (Cote) realizado pelo Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) da Polícia Civil amazonense.

Conforme o coordenador do Fera, Edilei Rodrigues, o “Popó”, o objetivo é capacitar os policiais para atuarem em situações extremas, com o máximo de precisão e habilidade possível. “Na preparação, o policial que vai atuar com operações especiais é exigido ao seu máximo, seja no condicionamento físico, técnico ou psicológico. Ele precisa saber como agir em qualquer terreno e capaz de tomar decisões rapidamente, pensando da vida dele e dos que estão ao seu redor”, explicou ele, que é investigador da Polícia Civil há 14 anos.

Cobrança

O nível de cobrança é tão alto que mais de dos 100% dos alunos que iniciaram a formação em outubro, apenas 36% conseguiram finalizar o curso, encerrado ontem, em uma simulação de “invasão” da ilha do Marapatá, nas proximidades do encontro das águas, no Mauazinho, Zona Leste. “Para se ter uma ideia, o curso começou com 36 alunos mas só 13 conseguiram se formar. A primeira fase, que é a chamada de mais rústica, é a que determina quem vai adiante porque as atividades são mais pesadas”, contou.

Ainda segundo Rodrigues, entre os finalistas estão cinco policiais vindos dos estados de Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Policial civil da Unidade Tática da Divisão de Sequestros do Ceará, José Wilson Silva, 34, garante que o curso foi importante para elevar o nível técnico dele e melhorar a sua performance em operações especiais. “Nunca tinha participado de uma formação tão complexa como esta. Estou aprimorando as minhas habilidades para colocá-las em prática no Estado e poder contribuir com a Segurança Pública de lá”, afirmou ele, que é o número 40 da turma.

Considerado a tropa de elite da Polícia Civil, o Grupo Fera existe há 16 anos e possui 30 policiais em sua estrutura, atualmente.

Investigador de Itacoatiara no curso

Lotado na Delegacia Interativa de Itacoatiara (a 277 quilômetros de Manaus), o investigador Ramys Lopes, 42, disse que considera importante participar de cursos como esses para melhorar o policiamento no interior do Estado. Apesar de ter pensador em desistir durante uma das atividades do Cote, Ramys se diz preparado para voltar ao município de origem e ensinar as técnica para os colegas de trabalho. “Com certeza vou levar esse conhecimento para colocar em prática junto com os meus colegas. Esse tipo de treinamento se faz importante também para quem é do interior porque a criminalidade está aumentando nos municípios da região metropolitana e nós devemos estar prontos para encarar qualquer situação”, destacou Ramys.