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Grupo organiza aulas de ativismo em Manaus

Escola de Ativismo reúne profissionais das diferentes áreas interessados em compartilhar experiências bem sucedidas Ações de grandes projetos na Amazônia tem sido um dos focos principais dos participantes da Escola de Ativismo 14/01/2012 às 09:39
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Ações de grandes projetos na Amazônia têm sido um dos focos principais dos participantes da Escola de Ativismo
Lúcio Pinheiro ---

A falta de planejamento e o uso de métodos inadequados são alguns dos obstáculos que acabam impedindo que ações de mobilização social ganhem corpo e cheguem aos resultados esperados. Essa constatação, fruto da própria experiência, move, desde 2010, um grupo de ambientalistas, especialistas em comunicação e pedagogia, defensores de direitos humanos e cientistas sociais a compartilhar técnicas que possam, de fato, servir aos agentes engajados em causas ambientais, sociais e econômicas.

Depois de ações em São Paulo e Brasília, o grupo denominado “Escola de Ativismo” vem a Manaus, em março, para realizar a terceira edição do “Curso de ativismo e mobilização para a sustentabilidade”. O curso é indicado para pessoas que estão envolvidas com ativismo, mobilização e campanhas ligadas à questão da sustentabilidade (ambiental, social e econômica) na Região Amazônica. Membro do grupo, a jornalista e mestre em Sociedade e Cultura pela Ufam, Thaís Brianezi, explica que o curso não apresenta “receitas de bolo”, mas apresenta experiências exitosas em ações de mobilização ou militância que podem servir de modelos.

“É preciso dar um ar mais organizado ao ativismo. Você deve saber onde quer atuar e com quem. Aonde quer chegar. Quem são as pessoas que estão atuando nessa área, se têm influência. Aí você cria seu objetivo. É saber aproveitar experiências usadas em um ambiente institucional, por exemplo, e aplicá-las no ativismo”, comenta a jornalista.

Outro membro da Escola do Ativismo, Marcelo Marquesini defende que o ativismo, atualmente, tem lugar central na formulação e execução de estratégias de ação política com vistas à mudança social, por meio de um conjunto de técnicas de comunicação, mobilização e intervenção direta não-violenta. “Muitas ações de mobilização ou militância não surtem os efeitos desejados em razão do uso de métodos inadequados, análises incoerentes de cenário, estratégias mal desenhadas ou desconhecimento de técnicas de intervenção mais efetiva”, avalia Marquesini.

inscrições

Os interessados em participar do curso e também saber mais sobre o projeto devem acessar o site www.ativismo.org.br. As incrições iniciaram ontem (13) e vão até o dia 3 de fevereiro. Será cobrado dos candidatos selecionados o valor de R$ 300,00. Segundo membros do projeto, todo o trabalho da equipe de organização e dos professores não é remunerado e se baseia em colaboração voluntária. A formação tem duração de quatro semana, das quais três serão à distância. A etapa presencial será realizada entre os dias 4 e 11 de novembro.