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Haitianos que estão no Peru vão entrar no Brasil em grupos a partir da próxima semana

Mais 363 haitianos que estão em situação irregular em Tabatinga, no Amazonas, ainda vão receber visto para procurar trabalho em outras regiões, informou o Ministério da Justiça 06/04/2012 às 16:45
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Milhares de haitianos já entraram no País pelo Amazonas
Lourenço Canuto/Agência Brasil Brasília

O grupo de 245 haitianos que está desde janeiro na cidade peruana de Iñapari poderá entrar no Brasil, pelo estado do Acre, a partir da próxima semana. De acordo com informação do Ministério da Justiça, a Secretaria de Justiça do estado está organizando a logística para o acesso e é possível que eles comecem a entrar no país, gradativamente, em grupos de 60 pessoas.

Segundo o Ministério da Justiça, a carência de estrutura do governo do Acre na fronteira não permitiu ainda o ingresso dos haitianos, que foi autorizada esta semana pelo secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, e comunicado à Polícia Federal na quarta-feira (4).

Mais 363 haitianos que estão em situação irregular em Tabatinga, no Amazonas, ainda vão receber visto para procurar trabalho em outras regiões, informou o Ministério da Justiça.

A decisão de regularizar a situação dos haitianos foi tomada esta semana pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), vinculado ao Ministério da Justiça, em ação articulada com os ministérios das Relações Exteriores e do Trabalho e Emprego.

Resolução do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), de 13 de janeiro deste ano, autorizou a concessão de residência humanitária a cerca de 5 mil haitianos que já estavam no país. A decisão foi tomada para apoiar os imigrantes, em razão dos problemas decorrentes do terremoto que afetou o país há dois anos.

O Ministério da Justiça procurou simplificar a regularização dos haitianos para evitar o ingresso ilegal, que acontece com a interferência de máfias especializadas no tráfico de migrantes.

De acordo com o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, a migração é um direito humano e o Brasil tem responsabilidade especial com os haitianos, por isso procura apoiar aqueles que vieram para cá para fugir dos problemas em seu país.