Publicidade
Cotidiano
PROBLEMA

Hipercolesterolemia familiar é uma doença que atinge 800 mil brasileiros

Na maioria dos casos, a hipercolesterolemia não apresenta sintomas. Por isso, uma das principais medidas de prevenção é medir o colesterol desde cedo. Quando antes for feito o diagnóstico, melhor será o tratamento 15/10/2017 às 05:00
Show vida0615 1f
Alexandre Pequeno Manaus (AM)

Uma bomba relógio prestes a explodir a qualquer momento. Essa é a melhor definição para os portadores da chamada hipercolesterolemia familiar, problema que atinge cerca de 800 mil pessoas no Brasil. O número é tão grande que está na mira dos médicos brasileiros. Pacientes diagnosticados com o problema são mais propensos à formação de placas que entopem as artérias e deflagram doenças cardiovasculares. 

“São casos em que toda família tem um histórico. Às vezes as pessoas têm hábitos bem saudáveis, se alimentam de forma adequada, praticam exercícios de forma contínua, e quando vamos ver o perfil de colesterol da pessoa é todo alterado e isso vem de gerações", observa o Dr. Rizzieri Gomes, cardiologista especialista em Cardiologia Clínica e Intervencionista.

Na maioria dos casos, a hipercolesterolemia não apresenta sintomas. Por isso, uma das principais medidas de prevenção é medir o colesterol desde cedo. Quando antes for feito o diagnóstico, melhor será o tratamento. “Ela é assintomática e por isso que, muitas vezes, é um importante fator de risco para a doença cardiovascular, pois ela pode estar com o colesterol alto sem sentir absolutamente nada”, ressalta o médico.

Tratando o problema
Os especialistas apontam que é importante dosar as taxas de colesterol desde cedo, uma vez que, segundo os dados recentes, 50% é a chance de uma criança ter HF se um de seus pais é portador da doença.

De acordo com o especialista, o tratamento para a HF é mais complexo que para o colesterol encontrado por maus hábitos alimentares. “O paciente deve fazer um exame de sangue para poder dosar o colesterol total e suas frações. Mediante aos resultados alterados, existem algumas medidas a serem tomadas. Primeiramente é o estilo de vida, adequando a uma alimentação bem balanceada, com acompanhamento nutricional. Não é como uma dieta, é uma reeducação alimentar. Além disso, uma rotina de exercícios físicos moderados e medicação se necessário”, afirma Gomes.