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Homens ganham 45% mais, diz Censo 2010

Segundo os dados do IBGE, enquanto o rendimento médio masculino foi de R$ 1.364,58, o das mulheres foi R$ 940,77 28/04/2012 às 11:02
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Na última década, rendimento médio das mulheres brasileiras cresceu mais que o dos homens, mas o salário continua menor
Jornal A Crítica Manaus

Dados sobre trabalho e rendimento do censo demográfico 2010, divulgados na última sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o rendimento médio dos homens no Amazonas ainda é 45% superior ao das mulheres. Enquanto o rendimento médio masculino foi de R$ 1.364,58, o delas foi R$ 940,77.

Os homens conseguiram incrementar melhor seus rendimentos com 131%, nos últimos dez anos, se comparado ao censo demográfico de 2000. Já as mulheres chegaram a 118%.

De 2000 para 2010, o rendimento nominal médio no Estado duplicou, passando de R$ 526,77, em 2000, para R$ 1.166,76, em 2010. Isso representando um crescimento de 121,4% contra uma inflação acumulada de 72,4% no período.

Nos municípios, o melhor rendimento médio dos que possuem renda, está em Manaus com R$ 1.494,69, seguido por São Gabriel da Cachoeira com R$ 1.186,30. Por outro lado, em Santo Antônio do Iça, Barreirinha e Tapauá, os rendimentos não passaram de R$ 492, valor inclusive, menor que o salário mínimo praticado na época.

Quanto à população economicamente ativa, o Amazonas figura como o 18º Estado, com uma taxa de desempregados de 9,7%. Em 2010, 36,4% da população economicamente ativa no Amazonas ganhava até um salário mínimo (R$ 510); 28% mais de um ou dois; 8,3% mais de dois a três; 6,7% mais de três a cinco; 4,7% mais de cinco a dez; 1,5% mais de 10 a 20.

Atividade

Outro ponto é sobre a atividade econômica que mais emprega trabalhadores que no Amazonas é a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (20,8%). Em segundo lugar vem o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, com 15,6%. E na terceira colocação está a indústria de transformação (11,1%). Já em Manaus, a predominância pertence ao comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (19,4%), seguido pela indústria de transformação (16%). Nos últimos dez anos (censo de 2010) o quadro de distribuições porcentuais de atividades pouco mudou.

A informalidade no trabalho e a ausência da carteira assinada ainda é um destaque negativo quanto à categoria do emprego para os trabalhadores amazonenses. Segundo o censo 2010, 61,7% dos ocupados no Amazonas eram empregados, ante 55,06% em 2000 - uma evolução de 12%. Quanto aos empregados sem carteira assinada passou de 23,61% em 2000 para 22,4% em 2010. Já o porcentual de trabalhadores por conta própria saltou de 29,38% para 25,20% nos últimos dez anos.

Em Manaus, 76,2% dos ocupados eram empregados. No interior, o nível de informalidade é superior a 50% dos trabalhadores.