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Cotidiano
ELEIÇÕES 2018

Huck diz que 'resistiu ao canto da sereia' e nega candidatura à presidência

Apresentador afirma que, ao invés de ser candidato, vai trabalhar para agregar e estruturar e para “grupos que assumam a missão de ir fundo na elaboração de um pensamento e principalmente de um projeto de país” 27/11/2017 às 10:05 - Atualizado em 27/11/2017 às 10:17
Show huck
Luciano Huck: "A sensação de 'intimidade' que meus mais de 20 anos de televisão provocam nas pessoas possibilita conversas instantaneamente francas e verdadeiras"
acritica.com Manaus

Em artigo publicado hoje, 27, no jornal Folha de S. Paulo, o apresentador Luciano Huck afirma que não será candidato a presidência da República em 2018. Ele revela que, nos últimos meses, resistiu ao "canto da sereia" – que é a possibilidade da candidatura majoritária – e que no fim acabou ouvindo a voz de familiares e amigos. "Contem comigo. Mas não como candidato a presidente", resume Huck.

Esposa, familiares e amigos, pessoas mais próximas dele e que o amam, foi que o aconselharam a não concorrer. Apesar disso, o apresentador diz no artigo que continuará tentando contribuir para melhorar o país: "Vou também direcionar toda a energia de que disponho para outra coisa que acredito saber fazer: agregar".

Huck diz que pretende trabalhar para estruturar e se "juntar a grupos que assumam a missão de ir fundo na elaboração de um pensamento e principalmente de um projeto de país para o Brasil". Para isso, afirma o apresentador, não são necessários partidos, cargos, nem eleições.

Na análise dele, sua geração é brilhante em muitas áreas de atuação, mas negligenciou a política, impedindo a renovação de quadros, por exemplo. "Tenho dito sempre algo que me parece muito evidente, quase óbvio, mas assim mesmo um alerta necessário: se não nos aproximarmos de fato da política, se seguirmos negando esse universo e refratários ao seu ambiente, ele definitivamente não se reinventará por um passe de mágica", afirma Huck no artigo.

O apresentador atribui a "nomeação" dele a pré-candidato ao trabalho social que desenvolve há anos, nos quatro cantos do País, em busca de histórias de "gente boa". "Esse dia a dia me permitiu construir uma visão muito própria e ampla dos recortes, curvas e reentrâncias do país. Sinto na pele o pulso das ruas", escreveu.