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Ibama multa e embarga obra de estaleiro por dano ambiental e poluição em área do rio Tarumã

Ação do Ibama acatou uma solicitação de investigação do MPF/AM, que relatou casos de desmatamento, poluição e invasão de área indígena 17/02/2012 às 17:58
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Imagem de embarcação publicada na galeria de fotos da empresa, em seu site
Elaíze Farias Manaus

A empresa Estaleiro Rio Amazonas (Eram), especializada em construção e manutenção de embarcações e demais equipamentos fluviais, foi multada em R$ 1 milhão e teve obra embargada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nesta semana.

Segundo o superintendente do Ibama, Mário Lúcio Reis, as obras do estaleiro estavam causando danos ambientais na margem do rio Tarumã, afluente do rio Negro, na Região Metropolitana de Manaus, e desmatamento em uma Área de Preservação Permanente (APP). Conforme Reis, o empreendimento da Eram também não tinha licenciamento ambiental.

A fiscalização que resultou na autuação e no embargo foi uma demanda do Ministério Público Federal do Amazonas, a partir de denúncias de indígenas sateré-mawé de uma comunidade localizada nas proximidades da obra, no início deste mês.

Conforme o MPF/AM, havia relatos de desmatamento ilegal, poluição do solo, do ar e do rio com materiais resultantes da construção de balsas, além de invasão da área indígena para escavações por parte dos funcionários do estaleiro.

A assessoria de imprensa do MFP/AM informou que diante da denúncia, foi instaurado procedimento administrativo para apurar o caso e como primeira providência, foi solicitado ao Ibama que realizasse vistoria ao local.

Atualmente o procedimento aguarda resposta oficial do Ibama com o resultado da vistoria realizada no local para prosseguir com as apurações que o caso requer.

O portal acritica.com ligou para o número 3671 5500, que consta no site da empresa Eram. Também entrou em contato pelo email que consta no site. Até o momento, o estaleiro ainda não retornou ao contato.